Privatização da Corsan é mantida
Envelopes foram entregues nesta quinta, 15, na B3, em São Paulo
Publicado em 15/12/2022 às 15:13
Capa Privatização da Corsan é mantida

Em nova decisão judicial manteve a privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), cujo leilão está marcado para terça-feira, 20. Desembargador do Tribunal de Justiça que havia suspendido a venda, Alexandre Mussoi Moreira reconsiderou a medida e, em novo despacho, autorizou a continuidade da desestatização. O “sinal verde” foi emitido menos de 24 horas antes do horário marcado para a entrega das propostas por investidores privados interessados na aquisição, com preço mínimo de R$ 4,1 bilhões. A apresentação dos envelopes, contendo uma série de documentos comprobatórios ocorreu hoje pela manhã, na B3, bolsa de valores sediada em São Paulo. Na sequência do cronograma de privatização, segue agendada para o dia 20 a sessão de abertura das propostas e lances de viva-voz, ocasião em que os interessados competirão apresentando maiores valores pela compra da empresa.

Vende x Não vende?

Em contrapartida, o Sindiágua, argumenta que a venda coloca em risco contratos do serviço. Em nota enviada à imprensa, o presidente do Sindiágua, Arilson Wünsch, afirma que esse movimento trará prejuízos para sociedade gaúcha. “O Governo do Estado está fazendo todos os esforços para entregar o serviço de água e saneamento para a iniciativa privada, mesmo com a companhia sendo lucrativa, capaz de atender aos investimentos do novo marco do saneamento e mantendo a tarifa social. “O Sindiágua garantiu a liminar suspendendo o leilão, agendado para terça-feira, 20. Diante da determinação da Justiça que o Estado pare com a venda, mantenha o controle. É preciso resistir à apressada sanha privatista e fortalecer o movimento para assegurar água pública de qualidade. A luta em defesa da água pública é de toda a sociedade. Se a privatização for efetivada, logo o resultado virá no aumento da conta da água e os cidadãos lembrarão das posições de seus representantes políticos. Seguimos na luta na defesa crucial da Corsan pública junto com toda a mobilização cidadã”, disse Wünsch.

Por sua vez, o estado responde que a não desestatização é que compromete a continuidade, com a incapacidade da Corsan de cumprir as metas de investimento do marco legal do saneamento. Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, afirmou que o cronograma da privatização, que prevê o leilão para o dia 20 de dezembro, está mantido. “Por enquanto, está. Estamos, no âmbito judicial e derrubamos essa liminar”, disse. 

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