Falta apenas a assinatura do governador Eduardo Leite para que o Rio Grande do Sul entre para o rol de Estados, que já decretaram emergência zoossanitária por causa da gripe aviária. Na tarde de ontem, o secretário da Agricultura do Estado, Giovani Feltes, informou que o documento já foi encaminhado para a Casa Civil, e está sob análise.
Na avaliação de Feltes, o que deve mudar no Estado com a publicação do decreto, será a desburocratização do acesso ao crédito extraordinário, de R$ 200 milhões. O recurso foi disponibilizado pelo governo federal, por meio de medida provisória para conter o avanço da doença em solo nacional.
Feltes também buscou tranquilizar para o fato de o Estado estar há um mês da Expointer, principal feira do setor, marcada entre 26 de agosto e 3 de setembro, em Esteio.
Até o momento, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Tocantins e Matos Grosso do Sul, são os Estados que decretaram emergência, conforme orientou o Ministério da Agricultura.
O Rio Grande do Sul permanece com um foco da doença, na Estação Ecológica do Taim, localizada entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, no sul do Estado. Até esta quarta-feira, o Brasil somava 69 focos, a maioria concentrada no Espírito Santo, onde o vírus foi pela primeira vez detectado no país.
Além disso, o país continua com status de livre de influenza aviária, porque a doença não alcançou granjas comerciais, apenas aves silvestres e domésticas.
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