Foto de Paulo Carneiro da Cunha, Emater/RS-Ascar
As baixas temperaturas do inverno gaúcho modificam a rotina nos apiários, reduzindo a saída das abelhas e a oferta natural de néctar e pólen. Para garantir a sobrevivência e a produtividade das colmeias, produtores e técnicos recomendam atenção redobrada no isolamento térmico, na nutrição e no controle de pragas comuns deste período.
Em Passo do Sobrado, no Vale do Rio Pardo, os apicultores Décio e Márcia Sehnen, que somam mais de trinta anos de experiência na atividade, utilizam redutores de alvado com dez centímetros de altura para preservar o calor interno das caixas.
O objetivo é manter a temperatura próxima dos 35°C, índice ideal para estimular a postura da rainha e o trabalho das abelhas campeiras. O casal também utiliza uma cobertura plástica, chamada de poncho, para isolar os quadros e evitar a perda de calor.
Suplementação alimentar e controle de pragas
Para compensar a escassez de alimento na natureza, o manejo inclui reforço nutricional energético e proteico. Os produtores utilizam açúcar seco e um xarope líquido com limão e própolis, além de uma pasta caseira à base de levedura de cerveja e óleo de girassol.
O custo médio dessa suplementação é de R$ 3,50 por enxame ao mês, aplicada em porções de 125 gramas a cada quinzena nas colmeias menores.
De acordo com o escritório regional da Emater/RS-Ascar, a alimentação correta aumenta a expectativa de vida das abelhas de 35 para até 60 dias, além de fortalecer a população da colmeia para a coleta de campo.
A instituição ressalta ainda que o período exige vistorias constantes nos apiários para o controle de pragas invasoras, sendo as traças e as formigas os principais problemas identificados na região durante a estação fria.
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