Foto de Lula Marques | Agência Brasil
O Senado começou as discussões sobre a PEC 6 por 1 nesta quarta-feira, 1º, 35 dias depois do texto ter chegado à Casa. Foi uma sessão temática para ouvir centrais sindicais, ministros e representantes de empresários. De um lado, trabalhadores pedindo pressa na aprovação; de outro, o setor econômico querendo prudência nas discussões. E, no meio, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, sem cravar uma data para a votação. Ele se reuniu com senadores antes da sessão temática começar.

O senador Paulo Paim afirmou que Alcolumbre mostrou boa vontade e que até achou que a regra de transição aprovada na Câmara era muito longa. Foi a transição da redução da jornada semanal, primeiro de 44 para 42 horas e, depois, para 40 horas, sem redução de salário.
“O Davi passou a impressão para nós que se uma emenda de redação, ele chamou, inclusive, um assessor dele, resolver, poderá entrar em vigor imediato a partir da promulgação. Claro que isso é um estudo que vai ser feito, se é possível”.
Mas isso é lá na frente. Primeiro, a PEC precisa chegar à Comissão de Constituição e Justiça e, quanto a isso, não há uma data ou definição se vai ocorrer antes ou depois do recesso, que começa daqui a duas semanas, no dia 18. A líder do governo, senadora Teresa Leitão, afirmou que tudo vai ser avaliado no dia a dia e complementou:
“Não é um calendário eleitoral, é um calendário parlamentar, é um calendário do Congresso. Então, vamos analisar depois desse debate, qual é o próximo passo que daremos, com essa convicção, de que o interesse pela aprovação do fim da jornada 6 por 1 é o interesse que nos une”.
Também presente na reunião, Sérgio Nobre, presidente da CUT, a Central Única dos Trabalhadores, considerou que a conversa com Alcolumbre foi boa; afirmou que o presidente da Casa se mostrou sensível ao tema e disse que está confiante quanto à rapidez na aprovação do texto.
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