A segunda fase de uma investigação da Polícia Civil revelou a atuação de uma organização criminosa sofisticada por trás de um golpe que vitimou um idoso em Frederico Westphalen. O crime, ocorrido em abril de 2025, envolveu a venda falsa de um caminhão, no qual a vítima perdeu o veículo, avaliado em R$ 130 mil, após receber um comprovante bancário fraudulento.
As investigações, que já haviam levado à condenação de dois homens na primeira fase, se aprofundaram com a análise dos celulares dos envolvidos. A descoberta foi de um esquema organizado, com divisão de tarefas: de dentro das penitenciárias de Caxias do Sul e Santa Maria, um líder articulava o golpe usando identidade falsa. Enquanto isso, um "laranja" retirava o veículo e o levava para o Paraguai, onde um receptador assumia o bem.
Nesta nova etapa, a polícia conseguiu decretar a prisão de outros três envolvidos – dois já foram capturados e um está foragido. Além disso, para atingir o fluxo financeiro do grupo, a Justiça determinou o bloqueio de 69 contas bancárias, inclusive de familiares, usadas para pulverizar os valores ilícitos.
De acordo com o delegado Jacson Oiliam Boni, "as provas técnicas foram fundamentais para comprovar o funcionamento articulado do grupo criminoso". O caso foi encaminhado à Justiça para que os novos investigados respondam pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa.
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