Agronegócio gaúcho retorna a Brasília para pressionar por renegociação das dívidas rurais
O encontro decisivo está marcado para esta terça-feira, 10
Publicado em 09/06/2025 às 09:50
Atualizado em 09/06/2025 às 09:54
Capa Agronegócio gaúcho retorna a Brasília para pressionar por renegociação das dívidas rurais

Foto de Divulgação

O agronegócio do Rio Grande do Sul volta a mobilizar forças em Brasília nesta segunda-feira, 9, em mais uma tentativa de avançar na pauta da renegociação das dívidas dos produtores rurais, agravadas por sucessivos eventos climáticos extremos como enchentes e estiagens.

O encontro decisivo está marcado para esta terça-feira, 10, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, onde uma comitiva da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, em articulação com entidades representativas da agricultura familiar, apresentará ao governo federal uma proposta alternativa à securitização dos passivos: um modelo de parcelamento com prazo de até 12 anos, incluindo dois anos de carência e isenção de encargos como multas, juros de mora e honorários advocatícios.

A proposta contempla contratos vinculados ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e ao Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), inclusive os inadimplentes ou inscritos na dívida ativa da União. Também está prevista a criação de uma linha de crédito específica para que cooperativas possam refinanciar dívidas dos associados, assegurando a continuidade da produção rural e o fortalecimento da organização coletiva no campo.

A mobilização tem ganhado força em diversas frentes. Na última semana, FETAG-RS, FARSUL e FAMURS reuniram-se para alinhar estratégias conjuntas que reforcem a urgência da renegociação, especialmente diante da realidade enfrentada por milhares de produtores familiares.

Carlos Joel da Silva, presidente da FETAG-RS, reforça a importância da unidade entre os setores do campo e o poder público:

“Estamos diante de um momento decisivo para a sobrevivência de milhares de famílias rurais. É essencial que os grupos de trabalho do governo federal apresentem respostas concretas e viáveis que respeitem a realidade dos nossos agricultores”, afirmou.

Paralelamente, o Movimento SOS Agro RS mantém o ritmo das manifestações populares. Somente na semana passada, mais de 100 mobilizações foram registradas em municípios do Estado, e o plano é seguir pressionando até que as propostas ganhem respaldo efetivo em políticas públicas.

Publicado por

Foto Redação LA+
Redação LA+