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O advogado Maurício Dal Agnol foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira, 5, em Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, durante uma nova fase da Operação Barba Negra, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. A prisão foi decretada pela Justiça a pedido do MP, com apoio da Polícia Civil.
Segundo o promotor Diego Pessi, coordenador do 7º Núcleo Regional do Gaeco – Planalto, a prisão tem o objetivo de garantir a ordem pública e econômica, a instrução criminal e a aplicação da lei penal. Em maio, a operação já havia apreendido cerca de R$ 4,7 milhões em dinheiro vivo, além de 25 veículos e mais de 50 imóveis ligados ao advogado.
Maurício Dal Agnol já havia sido condenado em agosto de 2024 a 96 anos de prisão em regime fechado pelo crime de apropriação indébita, mas respondia em liberdade até esta nova ação.
A investigação aponta que Dal Agnol movia ações judiciais contra a antiga Brasil Telecom (ex-CRT) em nome de clientes — muitos deles de Santa Maria, onde o advogado também mantinha escritório. No entanto, ao vencer os processos, não repassava os valores integrais aos clientes, ficando com parte significativa dos montantes.
Entre os crimes apurados, estão a ocultação e dissimulação de recursos ilícitos por meio da constituição de empresas de fachada e da utilização de terceiros para movimentação financeira. O esquema teria desviado cerca de R$ 40 milhões, entre 2007 e 2012.
As investigações prosseguem com a análise de documentos, materiais apreendidos e depoimentos, na tentativa de identificar novos envolvidos e aprofundar a apuração das movimentações financeiras suspeitas.
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