Foto de Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga um golpe milionário que lesou diversas vítimas no Estado por meio de uma falsa plataforma de investimentos. Três suspeitos foram presos no fim de maio em Natal, no Rio Grande do Norte, onde, segundo as investigações, operava o braço logístico do esquema criminoso. A identidade dos detidos não foi divulgada.
A apuração começou após vítimas gaúchas denunciarem perdas milionárias. Um homem de 71 anos, morador de Porto Alegre, foi quem deu início ao caso, após aplicar R$ 1,8 milhão em uma suposta corretora internacional. A promessa era de um retorno de até R$ 5 milhões, valor que jamais se concretizou.
De acordo com o delegado Juliano Ferreira, responsável pela investigação, o golpe era aplicado por meio de um site e aplicativo falsos, que simulavam investimentos em nome de uma corretora supostamente ligada a um dos maiores bancos de investimentos do mundo. "Eles prometiam lucros acima da média e exigiam que os valores permanecessem investidos por mais tempo para garantir os rendimentos", explicou.
As vítimas recebiam ligações e mensagens de um falso assessor, que até apresentava contratos forjados em inglês. Quando solicitavam o resgate do dinheiro, os golpistas passavam a dificultar o contato ou simplesmente desapareciam, deixando o investidor sem acesso aos recursos.
As quantias desviadas variam entre R$ 1,5 milhão e R$ 4 milhões, sendo este último valor também rastreado em uma conta ligada a um dos presos. Ainda não há um número preciso de vítimas, mas a polícia afirma que o golpe tem abrangência nacional. “Estamos sendo procurados diariamente por novas vítimas”, revelou o delegado.
No dia 22 de maio, a Polícia Civil cumpriu 12 ordens judiciais em Natal, entre mandados de prisão, buscas e apreensões e bloqueio de bens. As investigações apontam que os criminosos usavam empresas de fachada e contas fantasmas para movimentar os valores.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas do golpe procurem imediatamente uma delegacia e registrem ocorrência. O caso segue sob investigação.
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