Foto de Divulgação/Ministério Público do Trabalho (MPT)
Três trabalhadores argentinos foram resgatados de condições análogas às de escravidão durante uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Arvorezinha, no Rio Grande do Sul. Eles atuavam na colheita de erva-mate para uma indústria local.
Os trabalhadores estavam alojados em uma antiga escola municipal, cuja infraestrutura era inadequada. Dormiam em colchões em uma sala adaptada como dormitório e cozinha, sem chuveiro, geladeira ou condições mínimas de higiene. Mesas escolares improvisadas serviam de apoio para o preparo dos alimentos.
Além das condições precárias, os trabalhadores não tinham documentação regularizada para atuar no Brasil, como CPF ou registro em carteira de trabalho, e dois deles eram analfabetos.
Após o resgate, os trabalhadores receberam suas verbas rescisórias, três parcelas do seguro-desemprego e o custeio do retorno à Argentina. A empresa empregadora firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT, comprometendo-se a pagar indenizações individuais e a regularizar pendências trabalhistas.
A operação reforça o compromisso das autoridades brasileiras no combate ao trabalho escravo e na defesa dos direitos humanos, especialmente de trabalhadores migrantes em situação de vulnerabilidade.
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