Famurs e Sebrae RS mobilizam Ação de Apadrinhamento de municípios no RS
Iniciativa busca fazer com que cidades que não sofreram com enchentes, tanto do próprio Estado quanto de todo o Brasil, ajudem aquelas afetadas pelas cheias
Publicado em 27/05/2024 às 17:00
Atualizado em 27/05/2024 às 14:38
Capa Famurs e Sebrae RS mobilizam Ação de Apadrinhamento de municípios no RS

Foto de Divulgação/Prefeitura de Arroio do Meio

O dado é impactante. De uma forma ou de outra, quase 90% dos municípios do Rio Grande do Sul foram atingidos pelos alagamentos do mês de maio, conforme está evidenciado nos Decretos de Emergência e Calamidade Pública. Enfrentando, em muitos casos, um completo colapso estrutural e social, esses municípios trabalham para se reerguer em meio à busca por recursos, materiais e financeiros.

Por isso a Famurs uniu-se ao Sebrae RS para uma mobilização chamada “Ação de Apadrinhamento”. A ideia é fazer com que municípios do RS que não sofreram com enchentes – e, também, de todo o Brasil – ajudem aquelas cidades em dificuldades em meio à calamidade.

O primeiro passo é o levantamento das necessidades das cidades afetadas e a coordenação do apoio de outras localidades. Por isso, Sebrae RS e Famurs solicitam o preenchimento do formulário (https://forms.office.com/r/nE8q0K9p1Z) para facilitar a conexão entre oferta e demanda. Após a coleta das informações, os municípios receberão contato para mais orientações.

– A iniciativa tem caráter extremamente humanitário de parceria e colaboração, que é o que mais precisamos neste momento tão difícil. Estamos juntos pela reconstrução da nossa economia, do nosso estado, para que possamos dar a volta por cima e retomar nosso protagonismo –, salienta o presidente da Famurs, Luciano Orsi, também prefeito de Campo Bom.

De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 94% das unidades municipais do país já sofreram emergência ou calamidade pública. Segundo o estudo, cada uma delas foi afetada ao menos uma vez por ocorrências que levaram a um decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública, como ocorre atualmente no RS, no período entre os anos de 2013 e 2023. Ao longo dessa década, o impacto para as populações desses locais teve prejuízos que totalizaram R$ 639,4 bilhões.

– A situação que ocorre no RS é extremamente grave. E a vida acontece nos municípios. Os negócios acontecem nos municípios. Precisaremos reconstruí-los rapidamente para termos condições de reestabelecermos as condições mínimas para um ambiente de negócios. Precisamos reconstruir pontes, ligações viárias, telecomunicações. Isso tudo é essencial para os negócios e para que os empreendedores consigam voltar a comercializar seus produtos e serviços. Por isso, essa iniciativa pode e deve ajudar a acelerar muito nesse processo –, destaca Luiz Carlos Bohn, presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae RS.

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Almir Felin