Foto de ONU/Unicef
Nesta terça-feira, 2 de abril, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para disseminar conhecimentos sobre essa condição complexa e combater o estigma associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o autismo afeta aproximadamente uma em cada 100 crianças em todo o mundo.
O TEA é caracterizado por desafios na comunicação e interação social, comportamentos repetitivos, interesses restritos e dificuldades em lidar com estímulos sensoriais intensos. Os níveis do TEA são classificados de acordo com o suporte necessário: nível 1 (suporte leve), nível 2 (suporte moderado) e nível 3 (suporte elevado). Para Luciana Brites, especialista em Distúrbios do Desenvolvimento, a data é crucial para aumentar a conscientização e compreensão do autismo na sociedade.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois os primeiros sinais do TEA podem aparecer já no segundo ano de vida. No Brasil, a Lei Berenice Piana, criada em 2012, garante direitos importantes para pessoas autistas, como diagnóstico precoce, tratamento pelo SUS, acesso à educação e proteção social. A Lei Romeo Mion, de 2020, por sua vez, institui a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (Ciptea), facilitando o acesso a serviços e benefícios específicos para autistas.
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