Governo implanta 28 novos centros de atendimento para pessoas com autismo
O Estado investe cerca de R$ 70 milhões por ano no TEAcolhe e a meta é chegar a 60 unidades de atendimento até o final de 2024
Publicado em 08/02/2024 às 17:00
Capa Governo implanta 28 novos centros de atendimento para pessoas com autismo

 O governo do Estado assinou, nesta segunda-feira (5/2), portarias e convênios que viabilizam a ampliação do Programa TEAcolhe, aumentando para 51 o número de Centros de Atendimento em Saúde (CAS) voltados às necessidades específicas das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A solenidade ocorreu no Palácio Piratini, com as presenças do governador Eduardo Leite e dos secretários da Saúde, Arita Bergmann, e do Esporte e Lazer, Danrlei de Deus.

Com a assinatura de hoje, o Rio Grande do Sul passará a contar com 28 novos CAS que atendem pessoas com TEA. Além disso, o Estado possui oito centros macrorregionais e 30 centros regionais que prestam o atendimento. Durante o evento, houve apresentações artísticas do grupo de percussão Um só Pulsar, que envolve pessoas com autismo, e depoimentos de mães de crianças com TEA beneficiadas pelo programa.

“Em 2023, tínhamos 23 unidades e estamos implantando mais 28. Agora, há cobertura em todas as regiões, e a meta é chegar a 60 unidades no fim do ano. Essa política pública significa um investimento anual de R$ 70 milhões do governo do Estado. Os depoimentos que recebemos de tantos pais e mães mostram a importância desse programa”, afirmou Leite.

O TEAcolhe foi lançado pela Secretaria da Saúde em 2021 e hoje representa uma retaguarda assistencial e de suporte técnico-pedagógico às equipes dos municípios por meio dos centros macrorregionais de referência. Os centros regionais, por sua vez, são destinados ao atendimento dos casos severos, graves e refratários da região, definidos por protocolo previamente estabelecido.

“O TEAcolhe passa a ser referência para outros estados do Brasil. Outras unidades da federação estão nos procurando. Esse trabalho demonstra o quanto o governo do Estado está comprometido com a causa", disse Arita. Ela explicou que o programa exige um trabalho interdisciplinar, envolvendo várias secretarias, para que ações integrais de atendimento às pessoas com autismo e às suas famílias possam ser realizadas.

Os CAS são serviços regionais especializados que acompanham pessoas com autismo em todo o seu ciclo de vida e estão distribuídos segundo critérios que consideram distribuição da população, demandas de assistência e atendimento, vazios assistenciais, judicialização, localização geográfica e serviços da rede.  Esses serviços devem contar com, pelo menos, seis profissionais com formação em TEA e capacidade para, no mínimo, 1.200 atendimentos mensais.

Novos centros do Programa TEAcolhe

  •     APAE Formigueiro
  •     APAE São Vicente do Sul
  •     CAS da Prefeitura de Santiago
  •     APAE Santana do Livramento
  •     APAE Alegrete
  •     CAS da Prefeitura de Capão da Canoa
  •     APAE Santo Antônio da Patrulha
  •     CAS da Prefeitura de São Francisco de Paula
  •     Clínica TEAme São Leopoldo
  •     CAS da Prefeitura Municipal de Sapucaia
  •     APAE Sapucaia
  •     CAS da Prefeitura de Porto Alegre
  •     CAS da Prefeitura de Cachoeirinha
  •     URI São Luiz Gonzaga
  •     CAS da Prefeitura de Salto do Jacuí
  •     APAE Panambi
  •     APAE Frederico Westphalen
  •     Instituto Pensare - Erechim
  •     APD Carazinho
  •     CAS da Prefeitura de Soledade
  •     APAE Constantina
  •     Associação Acreditar - Pedro Osório
  •     Cerenepe - Pelotas
  •     CAS da Prefeitura de Gramado
  •     Lorenzet Nova Prata
  •     APAE Candelária
  •     APAE Rio Pardo
  •     CAS da Prefeitura de Encantado

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