Cronograma para instalação de bloqueadores de sinal em prisões deve ser divulgado até o final de janeiro
Governo do Estado tenta avançar no projeto que prevê aparelhos para 23 unidades prisionais gaúchas
Publicado em 18/01/2024 às 17:00
Atualizado em 18/01/2024 às 07:55
Capa Cronograma para instalação de bloqueadores de sinal em prisões deve ser divulgado até o final de janeiro

Foto de Divulgação

Promessa empacada há anos no Estado, a falta de bloqueadores de sinal de celular e internet em prisões gaúchas traz consequências para as ruas, já que é de dentro das cadeias que surgem ordens para diversos crimes registrados do lado de fora. Neste ano, o governo do Estado tenta avançar no projeto que prevê aparelhos para 23 unidades prisionais gaúchas. A expectativa é que um cronograma, que indica como funcionará a instalação dos itens, seja divulgado ainda em janeiro pela empresa responsável. Atualmente, apenas o Complexo Prisional de Canoas (Pecan) possui essa tecnologia.

A empresa em questão é a paranaense Córdova e Safadi Ltda, que venceu licitação aberta pelo governo gaúcho. A homologação foi publicada em 29 de dezembro, no Diário Oficial do Estado (DOE). A previsão é que a empresa divulgue, ainda neste mês, um calendário apontando como será feita a instalação dos aparelhos. Antes disso, deve ser assinado o contrato entre a empresa e o Executivo, documento que está em fase de elaboração.

— A empresa está finalizando os procedimentos para apresentar, ainda em janeiro, a programação de instalação — disse o titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), secretário Luiz Henrique Viana.

O investimento previsto é de mais de R$ 28,5 milhões. A duração do contrato é de um ano, e pode ser prorrogado.

A secretaria não divulgou previsão de quando os equipamentos serão instalados nem quando passarão a funcionar, “por questões de segurança”.

Iniciativa contempla 23 presídios
O projeto prevê que 23 unidades prisionais gaúchas irão receber os bloqueadores de sinal. O critério usado para escolha dos locais foi com base em quais têm maior número de presos, segundo a SSPS.

Atualmente, apenas o Complexo Prisional de Canoas (Pecan) possui aparelhos em funcionamento. Conforme o governo, a tecnologia que será usada pela empresa paranaense é similar à utilizada em Canoas, mas conta com “inovações que a tornam mais eficaz”. Também por “questões de segurança”, a secretaria optou por não especificar o tipo de equipamento que será instalado. A manutenção dos aparelhos, quando necessária, será realizada pela empresa.

Fonte: GauchaZH

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Almir Felin