Conab reduz projeção de safra de grãos em 2,8% para o Rio Grande do Sul
Expectativa atual é de 37,4 milhões de toneladas
Publicado em 14/02/2023 às 04:32
Atualizado em 14/02/2023 às 04:45
Capa Conab reduz projeção de safra de grãos em 2,8% para o Rio Grande do Sul

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu a projeção para a safra de grãos do Rio Grande do Sul de 38,5 para 37,4 milhões de toneladas no 5º Levantamento de Safra da Companhia, divulgado na última semana. Isso representa uma redução de 2,8% em relação à estimativa anterior, divulgada em janeiro, mas, ainda, um crescimento de 40,6% em relação à safra 2021/2022, com 26,6 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a projeção para a colheita brasileira de grãos reduziu em 0,1%, de 310,9 para 310,6 milhões de toneladas, o que representa incremento de 14,5% em relação à safra 2021/2022, com produção de 272,4 milhões de toneladas.

Para a soja, a produção projetada para o Rio Grande do Sul é de 18,98 milhões de toneladas, 6,15% a menos que a expectativa divulgada em janeiro, de 20,2 milhões de toneladas. Ainda, a produção esperada para a oleaginosa é 108% maior que a de 2021/2022, de 9,1 milhões de toneladas. “Considerando que em torno de 49% da soja ainda se encontra em desenvolvimento vegetativo, a Conab continua acompanhando os impactos das estiagens nas lavouras em campo”, diz a superintendente de Informações da Agropecuária da Conab, Candice Romero Santos. 

“O Rio Grande do Sul tem passado por essa seca prolongada que tem impactado de forma direta o desenvolvimento das lavouras e, no caso do milho, na formação da espiga, também teve um atraso na semeadura da soja e isso causou uma desuniformidade nas lavouras”, acrescenta a superintendente. Para o milho, a redução nas previsões foi de 8%, de 4,68 milhões de toneladas na estimativa de janeiro para 4,3 milhões de toneladas em fevereiro, número 48,7% maior que a produção de 2021/2022, de 2,9 milhões de toneladas. “No entanto não vai faltar milho porque existe milho em outras regiões do país onde ele está sendo produzido, associado aos estoques remanescentes, mas tende a haver um preço maior do grão, devido ao ajuste da oferta, que é menor”, explica Candice.

Fonte: Foto: Wenderson Araujo/Agência Brasil

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