A Delegacia Regional da Polícia Civil de Chapecó apresentou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (30), novos detalhes sobre o feminicídio de Roseli, ocorrido no último sábado (25), no bairro Bela Vista. A vítima, mãe de quatro filhos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Deonir Trindade, o crime é tratado como feminicídio clássico, motivado pela não aceitação do término do relacionamento. O casal estava separado há cerca de cinco meses, mas ainda mantinha contato em função do filho em comum, de quatro anos.
Comportamento agressivo
Durante a coletiva, a Polícia Civil detalhou que, dias antes do crime, o suspeito apresentou comportamento agressivo, incluindo a subtração do celular da vítima para monitorar sua vida pessoal, motivado por ciúmes e pela suspeita de um novo relacionamento.
Com receio, Roseli chegou a deixar Chapecó e se deslocou até Quilombo, onde reside o filho mais velho. Apesar da orientação para solicitar medida protetiva, ela optou por não formalizar o pedido, temendo impactos na relação do filho com o pai. Posteriormente, acreditando não estar mais em risco, retornou ao município.
Dinâmica do crime
No dia do homicídio, o suspeito foi até a residência da vítima e efetuou três disparos na região da cabeça, causando morte imediata. Três crianças que estavam no local presenciaram a ação, e o filho mais novo foi encontrado com sangue no corpo.
Apresentação e prisão
Após o crime, o homem fugiu e permaneceu escondido até se apresentar à polícia na terça-feira (28), acompanhado de advogado. Ele permaneceu em silêncio durante o interrogatório, mas, conforme a investigação, há indícios de confissão indireta em um áudio enviado a terceiros.
A arma utilizada não foi localizada — o suspeito alegou tê-la perdido em uma área de mata. Ele possui antecedentes por roubo e homicídio e estava em liberdade condicional no momento do crime.
Investigação
A Polícia Civil instaurou inquérito, solicitou a prisão preventiva — já cumprida — e também a quebra de sigilo de dados telefônicos. O caso segue em investigação e deve ser concluído dentro do prazo legal.
Segundo o delegado, a vítima era conhecida como uma mulher trabalhadora e dedicada à família.
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