A terceira fase do programa Irriga+RS foi apresentada detalhadamente a agricultores e técnicos durante uma transmissão online realizada nesta quarta-feira, 22. O projeto, coordenado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) com execução da Emater/RS-Ascar, oferece um aporte financeiro governamental de 20% sobre o valor de projetos de irrigação.
O benefício é pago diretamente ao produtor rural, com um teto de R$ 150 mil por CPF destinado à implantação, ampliação de sistemas ou construção de reservatórios de água.
Segundo a pasta, R$ 10 milhões já estão disponíveis para esta etapa, que visa elevar a produtividade das culturas gaúchas e garantir maior segurança hídrica diante de períodos de estiagem.
Digitalização de projetos e metas de produtividade marcam nova fase
Uma das principais inovações anunciadas é o novo portal do programa, que permite o encaminhamento digital de propostas, conferindo agilidade e transparência ao processo de enquadramento.
Os produtores interessados têm até o dia 30 de outubro para submeter seus projetos, que podem ser viabilizados via financiamento bancário ou recursos próprios, com prazo de execução de até 12 meses.
O presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, reforçou que a irrigação é uma política pública essencial para que o Rio Grande do Sul alcance a autossuficiência em grãos, especialmente no cultivo de milho.
O programa soma-se a um histórico de investimentos que já totaliza R$ 450,7 milhões e a criação de 24 mil novos hectares irrigados no Estado ao longo das fases anteriores.
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