A possibilidade de uma nova greve nacional de caminhoneiros ganhou força nos últimos dias, motivada pela recente alta no preço do óleo diesel e pelo descontentamento com as políticas do governo federal. Lideranças do setor confirmam que o movimento já possui adesão considerável entre motoristas autônomos e contratados, embora uma data oficial para o início das paralisações ainda não tenha sido estabelecida.
O estopim para a mobilização foi o reajuste de R$ 0,38 por litro anunciado pela Petrobras, medida que, segundo os profissionais, anulou os efeitos da isenção de impostos e dos subsídios governamentais criados para reduzir o custo do combustível.
Além da questão do abastecimento, a categoria apresenta uma pauta de reivindicações que inclui o cumprimento rigoroso da tabela de frete mínimo prevista em lei. Os caminhoneiros denunciam a falta de fiscalização sobre os valores pagos pelas transportadoras e solicitam a isenção de pedágios para eixos suspensos em viagens sem carga.
A busca por maior previsibilidade nos custos operacionais da atividade é apontada como essencial para a manutenção do transporte rodoviário de cargas no país.
Governo busca diálogo para evitar desabastecimento
Diante do risco de desabastecimento e dos potenciais impactos negativos na economia, o governo federal iniciou uma série de rodadas de negociação com representantes dos caminhoneiros.
Entre as medidas em análise pelo Executivo está a intensificação da fiscalização em postos de combustíveis e distribuidoras, visando garantir que eventuais reduções de custos cheguem efetivamente à ponta final.
Há uma suspeita de que as desonerações tributárias não estejam sendo repassadas integralmente aos consumidores nas bombas.
O cenário de crise é agravado por um impasse federativo envolvendo a arrecadação do ICMS.
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