Exportações de carne suína brasileira atingem recorde histórico de 1,5 milhão de toneladas em 2025
Diversificação de mercados e alta nas receitas consolidam o Brasil como terceiro maior exportador global da proteína
Publicado em 20/02/2026 às 08:43
Capa Exportações de carne suína brasileira atingem recorde histórico de 1,5 milhão de toneladas em 2025

O setor de suinocultura do Brasil encerrou o ano de 2025 com o melhor desempenho de sua história no mercado internacional. Segundo dados consolidados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 1,510 milhão de toneladas de carne suína ao longo dos doze meses, volume que representa um crescimento de 11,6% em relação a 2024.

Com esse resultado, o Brasil ultrapassou o Canadá e assumiu a terceira posição no ranking mundial de exportadores da proteína, ficando atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos. O desempenho foi impulsionado pelo mês de dezembro, que registrou o envio de 137,8 mil toneladas, um salto de 25,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O balanço financeiro do setor acompanhou o crescimento em volume, registrando um faturamento recorde. Em 2025, as exportações geraram uma receita cambial de US$ 3,619 bilhões, montante 19,3% superior aos US$ 3,033 bilhões obtidos no ciclo anterior.

A valorização dos preços internacionais e a eficiência produtiva foram apontadas pela ABPA como pilares para o avanço da receita. Apenas em dezembro, a receita atingiu US$ 324,5 milhões, o que demonstra uma trajetória de aceleração que fortalece as projeções econômicas do agronegócio brasileiro para o início de 2026.

Filipinas assumem liderança e Japão ganha protagonismo entre os destinos

Uma das principais mudanças observadas em 2025 foi a reconfiguração dos destinos da carne suína brasileira. As Filipinas se consolidaram como o principal comprador, importando 392,9 mil toneladas, o que representa um aumento expressivo de 54,5% frente a 2024.

Esse crescimento compensou a retração de 33,9% nas compras realizadas pela China, que demandou 159,2 mil toneladas e passou para a segunda posição. A diversificação da pauta exportadora é vista por especialistas como uma estratégia bem-sucedida para reduzir a dependência de mercados específicos e garantir a estabilidade do setor diante de oscilações globais.

Além das Filipinas e da China, outros mercados estratégicos figuraram entre os cinco maiores importadores. O Chile absorveu 118,6 mil toneladas, seguido pelo Japão, que elevou suas compras em 22,4%, atingindo 114,4 mil toneladas, e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a entrada e o crescimento em mercados de alto valor agregado, como o japonês, reforçam a qualidade sanitária e a competitividade do produto nacional. A expectativa é que o processo de abertura de novos mercados continue sendo uma prioridade estratégica ao longo de 2026.

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