Onça-parda e filhotes são avistados por agricultores no Noroeste do Estado
Registro visual mobiliza atenção de moradores e Patrulha Ambiental na região de Panambi
Publicado em 18/02/2026 às 14:47
Atualizado em 18/02/2026 às 15:00
Capa Onça-parda e filhotes são avistados por agricultores no Noroeste do Estado

Foto de Divulgação/Imagem ilustrativa

Moradores de áreas rurais de Panambi relataram o avistamento de uma onça-parda acompanhada de dois filhotes circulando por propriedades agrícolas nesta semana. Segundo depoimentos de agricultores locais, os felinos foram vistos em movimento, mas fugiram rapidamente para a vegetação nativa ao perceberem a aproximação humana.

Um dos residentes conseguiu capturar imagens dos animais, reforçando o alerta para a comunidade regional. Devido à alta mobilidade da espécie, as autoridades não descartam que se trate do mesmo grupo avistado recentemente em municípios limítrofes.

A onça-parda, popularmente chamada de leão-baio, possui uma dieta diversificada, alimentando-se de animais silvestres como capivaras e veados, além de aves domésticas e pequenos mamíferos. Especialistas indicam que o avistamento desses animais em áreas produtivas pode estar relacionado à busca por alimento ou deslocamento entre fragmentos de mata.

A agilidade do felino permite que ele percorra grandes perímetros em curto espaço de tempo, o que justifica a presença intermitente em diferentes localidades da região Celeiro e do Planalto Médio.

Orientações de segurança e legislação protetiva

A Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) emitiu recomendações aos moradores sobre como agir diante de novos encontros. A corporação esclarece que ataques a seres humanos são extremamente raros, ocorrendo geralmente apenas quando o animal se sente acuado, ferido ou percebe uma ameaça direta à sua prole.

O comportamento padrão da espécie é a intimidação seguida de fuga. A orientação é manter distância, evitar movimentos bruscos e não tentar capturar ou cercar os espécimes.

A Patram reforça que o abate de animais silvestres configura crime ambiental, passível de multa e detenção conforme a legislação brasileira. A pena pode ser agravada caso o crime ocorra contra espécies ameaçadas de extinção ou dentro de áreas de preservação.

As autoridades solicitam que qualquer novo avistamento ou incidente envolvendo animais domésticos seja comunicado imediatamente para que o monitoramento possa ser atualizado e medidas preventivas sejam tomadas em conjunto com os órgãos de proteção à fauna.

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Almir Felin