Foto de Rejane Paludo
As condições meteorológicas predominantes no Rio Grande do Sul têm beneficiado diretamente a safra de uva em 2026. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, o tempo seco e a baixa incidência de chuvas garantiram a sanidade dos pomares e elevaram o grau Brix — índice que mede o teor de açúcar da fruta.
Na região de Caxias do Sul, as variedades de ciclo precoce e médio apresentam maturação ideal, com o grau Brix oscilando entre 14° e 18°, o que qualifica a matéria-prima tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.
Em Hulha Negra, na região de Bagé, a colheita já foi iniciada para as variedades Isabel, Niágara, Bordô, Violeta e Concord, com preços de venda próximos a R$ 8,00/kg. Já na Fronteira Oeste, o destaque é o município de Quaraí, onde 20% da área cultivada já foi colhida.
No centro-norte do estado, as regiões de Ijuí e Frederico Westphalen entram na fase final de colheita das cultivares americanas e rosadas. Nestas localidades, a produtividade é considerada satisfatória, embora a grande oferta tenha gerado uma leve pressão negativa sobre os preços em mercados específicos.
Panorama de mercado e produtividade regional
O cenário de comercialização apresenta variações significativas conforme a logística e o destino da fruta. No Ceasa Serra, a uva Niágara registrou valorização, atingindo a média de R$ 4,30/kg. Em contrapartida, na venda direta nas propriedades daquela região, os valores flutuam entre R$ 2,00 e R$ 3,00/kg.
Na região de Passo Fundo, onde a qualidade é classificada como excelente, as uvas de mesa mantêm a cotação de R$ 6,00/kg, enquanto as variedades viníferas são comercializadas por metade desse valor.
A Emater destaca que a ausência de umidade excessiva neste período de maturação evitou a proliferação de doenças fúngicas, reduzindo a necessidade de intervenções químicas e garantindo um produto final de maior valor agregado.
A expectativa dos produtores é que, mantidas as condições climáticas, o encerramento da safra consolide 2026 como um ano de alta qualidade para a vitivinicultura gaúcha.
O monitoramento continua em todas as regiões administrativas para acompanhar o escoamento da produção remanescente.
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