A Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul (CUFA RS) lança nesta semana a campanha “O Rio Grande do Sul diz não à violência contra a mulher e ao feminicídio”, uma ação de enfrentamento à violência de gênero que vai mobilizar favelas, periferias e cidades em todas as regiões do estado.
O ponto de partida da campanha é o dado alarmante: onze mulheres foram assassinadas em apenas 29 dias no Rio Grande do Sul, vítimas de feminicídio, crime que representa a face mais extrema da violência baseada no gênero.
Diante disso, a CUFA Rio Grande do Sul propõe um movimento coletivo que vai além da denúncia. A campanha busca formar multiplicadores e multiplicadoras contra o feminicídio, com ações educativas, rodas de conversa, escutas e mobilizações voltadas a todas as faixas etárias, da jovens, adultos a idosos, envolvendo lideranças comunitárias, famílias e organizações.
“As mulheres das favelas sofrem muito com a violência, muitas vezes dentro de casa e em silêncio. A CUFA RS entende que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser constante, articulado e construído a muitas vozes. Com esta campanha, queremos formar multiplicadores, ampliar o diálogo com diferentes gerações e reforçar que o combate ao feminicídio é responsabilidade de todos”, destaca Lu Brito, representante da CUFA RS.
O lançamento marca o início de um ciclo de atividades presenciais nos territórios, com foco na educação em direitos, acesso à rede de apoio, escuta qualificada e fortalecimento das narrativas que defendem a vida das mulheres.
Além das ações nas favelas e periferias, a campanha também vai dialogar com o poder público, reforçando a importância da atuação intersetorial e continuada no combate à violência de gênero.
Com o slogan “O Rio Grande do Sul diz não à violência contra a mulher e ao feminicídio”, a CUFA RS convida a sociedade gaúcha a assumir um papel ativo nesse enfrentamento, por meio da informação, da escuta, do acolhimento e da ação.
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