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O Ministério dos Transportes confirmou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, o início dos procedimentos para a execução das obras no Morro dos Cavalos, em Palhoça. O projeto, focado na BR-101, contempla a construção de dois túneis com um aporte financeiro estimado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões.
Segundo o ministro Renan Filho, a estrutura será preparada para suportar futuras ampliações da rodovia, incluindo a viabilidade de uma eventual triplicação das faixas de rolamento, visando resolver um dos pontos mais críticos do tráfego catarinense.
A estratégia para viabilizar o empreendimento envolve uma alteração na gestão do trecho. Aproximadamente 23 quilômetros da BR-101 deixarão de ser administrados pela Arteris Litoral Sul e passarão para a CCR ViaCosteira. Essa transição resultará na transferência da praça de pedágio de Paulo Lopes para a nova concessionária em agosto de 2026.
O governo sustenta que a mudança busca condições contratuais mais favoráveis aos usuários, assegurando que não haverá reajustes tarifários até que as intervenções no Morro dos Cavalos sejam iniciadas.

Segurança viária e cronograma das obras
A necessidade de uma intervenção definitiva no local foi reforçada por incidentes graves ocorridos recentemente. Em episódios passados, o tombamento de um caminhão com combustível provocou incêndios em dezenas de veículos, enquanto quedas de barreiras causadas por chuvas intensas interromperam o fluxo por dias, gerando prejuízos logísticos e filas quilométricas.
O projeto elaborado pelo DNIT pretende eliminar esses riscos de interdição total e garantir maior fluidez para o transporte de cargas e passageiros que utilizam o corredor sul do país.
O cronograma oficial estabelece que o início das construções ocorra em até um ano, aproveitando os licenciamentos ambientais já vigentes para acelerar o processo. Com um prazo de execução fixado em 48 meses, a expectativa do governo federal é que o complexo de túneis esteja totalmente operacional até 2029.
A obra é considerada uma prioridade de infraestrutura para Santa Catarina por retirar o tráfego de uma área geologicamente instável e perigosa, substituindo-a por uma rota moderna e segura.
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