O Censo 2022, por meio do suplemento Nupcialidade e Família divulgado nesta quarta-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou uma mudança histórica na estrutura familiar brasileira.
Pela primeira vez desde o ano 2000, a proporção de casais com filhos representa menos da metade das 61,2 milhões de famílias identificadas no país.
O estudo aponta que fatores como a maior participação da mulher no mercado de trabalho, as baixas taxas de fecundidade e o envelhecimento da população influenciaram essa mudança.
| Estrutura Familiar | Proporção em 2000 | Proporção em 2010 | Proporção em 2022 |
| Casais com Filhos | 63,6% | 54,9% | 45,4% |
O Censo 2022 também identificou outras composições familiares:
Mulheres sem cônjuge com filhos: 13,5%
Mulheres sem cônjuge com filhos e com parentes: 3,8%
Homens sem cônjuge com filhos: 2%
Homens sem cônjuge com filhos e com parentes: 0,6%
Aumento de lares unipessoais
Outra tendência marcante é o crescimento das unidades domésticas unipessoais (aquelas onde mora apenas uma pessoa).
Em 2010, os lares unipessoais representavam 12,2% dos lares.
Em 2022, a participação saltou para 19,1%.
Isso significa que, de cada cinco unidades domésticas no país, uma tem apenas um morador. O número de pessoas morando sozinhas saltou de 4,1 milhões em 2010 para 13,6 milhões em 2022.
Perfil demográfico de quem mora sozinho
Apesar de o número total de homens (6,84 milhões) e mulheres (6,78 milhões) morando sozinhos ser praticamente igual, há diferenças por faixa etária:
Até 54 anos: Os homens são maioria.
55 a 59 anos: Há equilíbrio.
60 anos em diante: As mulheres predominam, o que o pesquisador do IBGE Marcio Mitsuo Minamiguchi atribui ao fato de elas viverem mais.
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