Mais um condenado pela tragédia da Boate Kiss tem a pena reduzida e vai para o regime semiaberto
A decisão do Tribunal de Justiça do RS, que também beneficiou outros três réus, gerou protestos da Associação dos Familiares de Vítimas
Publicado em 09/09/2025 às 10:11
Atualizado em 09/09/2025 às 10:20
Capa Mais um condenado pela tragédia da Boate Kiss tem a pena reduzida e vai para o regime semiaberto

Foto de Juliano Verardi/Imprensa-TJRS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) reduziu as penas dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss. Nesta segunda-feira, 8 de setembro, Mauro Londero Hoffmann teve a progressão de regime autorizada e passará a cumprir sua pena em regime semiaberto.

A decisão veio dias depois de Elissandro Callegaro Spohr, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão já terem conseguido a mesma autorização na última sexta-feira.

A tragédia, que aconteceu em 27 de janeiro de 2013, deixou 242 pessoas mortas e 636 feridas. A decisão gerou protestos da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), que instalou um banner em frente ao memorial com uma charge que critica o Judiciário.

Redução das penas

A 1ª Câmara Especial Criminal do TJRS manteve a validade do júri, mas, por unanimidade, reduziu as penas dos réus. A magistrada Rosane Wanner da Silva Bordasch, relatora do caso, aceitou parcialmente os pedidos das defesas, mas rejeitou a tese de que a decisão dos jurados foi contrária às provas.

As novas penas são:

  • Elissandro Callegaro Spohr: de 22 anos e 6 meses para 12 anos.

  • Mauro Londero Hoffmann: de 19 anos e 6 meses para 12 anos.

  • Marcelo de Jesus dos Santos: de 18 anos para 11 anos.

  • Luciano Bonilha Leão: de 18 anos para 11 anos.

Relembre o caso

A maioria das vítimas do incêndio morreu por asfixia, após inalar a fumaça tóxica gerada quando um artefato pirotécnico, usado por um membro da banda que se apresentava, atingiu a espuma que revestia o teto da boate. O pânico e a falta de saídas de emergência causaram a morte de centenas de pessoas.

Fonte: G1-RS

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Almir Felin