Foi oficialmente lançado nesta terça-feira, 20 de maio, no auditório da UFSM – campus Palmeira das Missões, o Projeto CãoViver, uma proposta que visa oferecer soluções humanitárias e sustentáveis para o manejo de cães abandonados que circulam nas dependências da instituição. A ação também busca assegurar a convivência harmoniosa entre os animais e a comunidade acadêmica.
Coordenado pelas professoras Luciana Fagundes Christofari e Jaqueline Schneider Lemes, o projeto teve início em fevereiro deste ano, com o apoio da educadora canina Suele Bueno, egressa do curso de Zootecnia da UFSM-PM, além de servidores, bolsistas e voluntários.
A iniciativa nasceu como resposta à crescente presença desordenada de cães no campus, o que vinha ocasionando episódios de ataques, interrupções em salas de aula e outros transtornos.
Com foco na educação, cuidado e adaptação dos cães que já habitam o campus, o projeto oferece abrigo, água e alimentação em um espaço próprio, com estrutura adequada para exposição ao sol e à sombra. Os animais permanecem presos em sistema de vai-e-vem das 7h às 22h30, sendo soltos posteriormente. Aos finais de semana e feriados, os horários são reduzidos.
O manejo conta com dois bolsistas — um vinculado à Direção do campus e outro à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) —, além de uma rede de voluntários. Até o momento, o CãoViver conta exclusivamente com essas bolsas como recurso institucional fixo. Alimentação, vacinas, cuidados veterinários e outros insumos estão sendo garantidos por doações e pela renda obtida no Brechó do Projeto.
Engajamento da comunidade
Durante o evento de lançamento e nas ações simultâneas em outros pontos do campus, as coordenadoras ressaltaram a importância do apoio da comunidade universitária e da população local. Algumas recomendações fundamentais para o bom andamento do projeto incluem:
Não trazer cães de outras áreas da cidade para o campus;
Denunciar casos de abandono;
Evitar alimentar os cães fora dos espaços adequados;
Comunicar a Direção sobre eventos fora do horário habitual, para organização da rotina dos animais;
Apoiar o projeto com doações ou trabalho voluntário.
Também está prevista a realização de vacinação antirrábica dos cães abrigados. As coordenadoras alertam, no entanto, que o problema do abandono animal exige políticas públicas municipais efetivas, e reforçam a necessidade de pressionar o poder público para que ações mais amplas sejam implementadas.
Para mais informações, acesse as redes sociais do projeto @vivercao e @caoviver.brecho.
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