Foto de Divulgação/TJRS
O cumprimento da pena de Graciele Ugulini, condenada a 34 anos e 7 meses de prisão pelo assassinato do enteado Bernardo Boldrini, passou a ser fiscalizado pela Vara de Execuções Criminais (VEC) da Comarca de Santo Ângelo. A mudança se deve à transferência da apenada para o Instituto Penal da cidade, após obter progressão para o regime semiaberto.
A decisão foi formalizada em despacho publicado na segunda-feira, 5, pelo juiz de Direito Márcio Roberto Müller, titular da VEC de Santo Ângelo, que deu ciência da remessa do Processo de Execução Criminal (PEC). O processo tramitava anteriormente no 1º Juizado da 2ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre.
A defesa de Graciele solicitou a transferência para um estabelecimento prisional mais próximo de sua localidade de origem, o que foi autorizado após o deferimento da progressão de regime.
O caso Bernardo
O crime que chocou o país ocorreu em abril de 2014. Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu em Três Passos no dia 4 daquele mês. Dez dias depois, seu corpo foi encontrado enterrado em uma cova vertical em uma propriedade rural às margens do rio Mico, no município de Frederico Westphalen.
Na mesma data da descoberta do corpo, o pai da criança, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, foram presos. A investigação apontou o pai como o mentor intelectual e Graciele como executora do crime, cometido com ajuda de outros envolvidos.
Graciele foi condenada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entre outros crimes. O caso teve grande repercussão nacional e permanece como um dos mais emblemáticos do Rio Grande do Sul em termos de violência intrafamiliar.
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