Foto de Camila dos Santos/Fetag-RS
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) aprovou, nesta terça-feira, 29, a realização de mobilizações por tempo indeterminado, a partir do dia 13 de maio, em Porto Alegre, em resposta à falta de atendimento do governo federal às demandas dos agricultores e pecuaristas familiares gaúchos.
A decisão foi tomada durante a Assembleia Geral da entidade, realizada na capital gaúcha, com a presença de 312 representantes sindicais de todo o estado. Os produtores exigem medidas emergenciais diante das perdas causadas por eventos climáticos extremos, que impactaram severamente a produção nos últimos anos.
O presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, foi enfático ao anunciar a retomada das mobilizações. “Ninguém aguenta mais dar explicação para o agricultor lá no sindicato. Chegou a hora de irmos às ruas exigir o que é justo. Estamos lutando pelo direito de continuar produzindo alimentos”, afirmou.
A categoria critica a ausência de avanços concretos nas negociações com o governo federal, mesmo após diversas tentativas de diálogo. As principais reivindicações incluem renegociação de dívidas, crédito emergencial e apoio à produção rural, especialmente nas áreas mais afetadas por estiagens, enchentes e outros fenômenos climáticos.
Assembleia também tratou de temas institucionais e prestou homenagens
Além da pauta de mobilização, a Assembleia aprovou por unanimidade as contas e o balanço financeiro da entidade, bem como o relatório de atividades de 2024. Também foi apresentado o regimento do próximo Congresso da FETAG-RS.
Um momento especial foi a homenagem à advogada Dra. Jane Berwanger, que recebeu uma placa em reconhecimento por sua trajetória e defesa dos direitos dos trabalhadores rurais.
Outros temas debatidos incluíram previdência social rural, o Plano Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), a juventude rural, os 40 anos da Comissão Estadual de Mulheres e a conferência estadual de aposentados.
A mobilização marcada para maio sinaliza um novo capítulo na luta do sindicalismo rural gaúcho, com foco em garantir condições dignas de trabalho, crédito e permanência no campo.
Publicado por
