Queda é a segunda maior causa de óbito entre idosos acima de 80 anos
Especialistas alertam para cuidados preventivos e destacam importância do fortalecimento muscular na terceira idade
Publicado em 16/04/2025 às 17:00
Atualizado em 16/04/2025 às 14:30
Capa Queda é a segunda maior causa de óbito entre idosos acima de 80 anos

Foto de Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

No Brasil, cerca de 40% das pessoas com 80 anos ou mais sofrem quedas todos os anos, segundo dados do Ministério da Saúde. O problema é tão grave que se tornou a segunda maior causa de morte acidental entre essa faixa etária, evidenciando a urgência de políticas e cuidados voltados à prevenção de acidentes domésticos.

Conforme explica o ortopedista Alexandre Meirelles, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o fortalecimento da musculatura é essencial para que os idosos vivam com mais autonomia e segurança. Ele alerta para os riscos crescentes à medida que o corpo envelhece e perde massa muscular, um processo conhecido como sarcopenia.

– 30% dos idosos sofrem pelo menos uma queda ao ano. Desses idosos que caem, 50% vão cair novamente. Avaliando individualmente esse paciente, ele pode ter até uma situação que a gente chama de fragilidade, que incide em condições como sarcopenia, osteoporose, perda de massa óssea, perda de massa muscular de uma forma mais precoce e nessa condição você tem um risco maior de quedas. Além dessas situações, a gente tem o envelhecimento natural e a situação pública da rua, da nossa cidade que abrange riscos para essa queda", disse Meirelles.

Segundo o Ministério, mais de 60 idosos procuram atendimento hospitalar diariamente por queda da própria altura. Infelizmente, 19 dessas vítimas morrem todos os dias em decorrência das lesões.

Além da perda de força muscular, os idosos tendem a ter mais comorbidades, como doenças neurológicas, que podem provocar tonturas e aumentar ainda mais o risco de quedas.

Prevenção salva vidas

Entre as principais medidas de prevenção recomendadas estão:

  • Instalar interruptores próximos à cama e nas entradas dos cômodos, evitando a locomoção no escuro.

  • Utilizar pisos antiderrapantes e evitar o uso de tapetes soltos.

  • Colocar barras de apoio nos banheiros.

  • Optar por calçados com sola antiderrapante e evitar andar apenas de meias.

Pequenas adaptações podem salvar vidas e preservar a qualidade de vida dos idosos, especialmente diante do aumento expressivo de acidentes domésticos. A conscientização e o cuidado diário com os ambientes são fundamentais para que o envelhecimento ocorra de forma mais segura e digna.

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Almir Felin