Caso Bernardo completa 11 anos: veja onde estão os condenados pelo crime
Menino de 11 anos desapareceu em 4 de abril de 2014 e foi encontrado morto dias depois, em Frederico Westphalen
Publicado em 04/04/2025 às 14:48
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O desaparecimento de Bernardo Uglione Boldrini, em 4 de abril de 2014, completa 11 anos nesta sexta-feira, 4. O caso, ocorrido em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, teve grande repercussão nacional e marcou profundamente a opinião pública pela brutalidade e pelos desdobramentos do crime.

Bernardo, então com 11 anos, foi visto pela última vez por volta das 18h do dia 4 de abril, quando, segundo relatos, teria saído para dormir na casa de um amigo. O desaparecimento mobilizou a comunidade local, e o próprio pai do menino chegou a procurar ajuda em uma rádio de Porto Alegre.

Dez dias depois, o corpo de Bernardo foi encontrado em uma cova às margens de um rio em Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de Três Passos. Segundo a certidão de óbito, a morte ocorreu de forma violenta no mesmo dia do desaparecimento. O corpo já estava em avançado estado de decomposição quando foi localizado.

Os condenados

As investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de quatro pessoas no assassinato:

  • Leandro Boldrini, pai de Bernardo e médico;

  • Graciele Ugulini, madrasta da criança;

  • Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta;

  • Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia.

O trio principal foi acusado por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, uso de veneno e meio que dificultou a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver. Evandro foi incluído por suspeita de ajudar na escavação da cova onde o corpo foi enterrado.

Situação atual dos envolvidos

Após julgamento realizado em 2019, todos os acusados foram condenados:

  • Leandro Boldrini foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão;

  • Graciele Ugulini, a 34 anos e 7 meses;

  • Edelvânia Wirganovicz, a 22 anos e 10 meses;

  • Evandro Wirganovicz, a 9 anos e 6 meses.

Todos os réus cumprem pena em regime fechado. Nos anos seguintes, as defesas chegaram a recorrer, mas as condenações foram mantidas pela Justiça gaúcha.

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