Foto de Ricardo Stuckert/Presidência
O governo federal está prestes a lançar uma nova linha de crédito voltada para pequenas reformas e uma nova faixa do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, direcionada para famílias de classe média com renda de até R$ 12 mil mensais. O investimento total será de R$ 18 bilhões, recursos provenientes do pré-sal, que serão realocados de outras faixas do programa habitacional.
A linha de crédito destinada a reformas contará com R$ 3 bilhões e uma taxa de juros de 3% ao ano. O objetivo é permitir que as famílias realizem melhorias em seus imóveis, como pintura e reparações. Inicialmente, o programa atenderá proprietários de imóveis, mas há a possibilidade de incluir também pessoas que residem de aluguel.
Além disso, uma nova faixa do Minha Casa Minha Vida será criada para atender famílias com renda de até R$ 12 mil mensais, ampliando o limite de renda atual, que é de R$ 8 mil. A medida visa aproximar o governo de classes médias, especialmente da classe média baixa (classe C), num momento de desafios para a popularidade do presidente Lula.
A meta do governo é entregar até 2,5 milhões de unidades habitacionais até o final de 2026, com o novo programa e a injeção de recursos. A nova faixa permitirá imóveis com valor de até R$ 500 mil, superando o limite atual de R$ 350 mil.
A nova linha terá uma taxa de juros de 10,5% ao ano, superior aos valores das faixas atuais, mas ainda abaixo das taxas de mercado, que ficam em torno de 12% ao ano. O financiamento será operado principalmente pela Caixa Econômica Federal, com recursos do FGTS e dos fundos dos bancos privados.
A divulgação oficial do programa está prevista para abril, com mais detalhes sendo apresentados ao presidente Lula após sua viagem ao Japão na próxima semana.
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