O Rio Grande do Sul registrou duas mortes causadas por ataques de insetos peçonhentos em apenas uma semana, chamando a atenção para os perigos relacionados ao manejo inadequado de enxames e à presença de colmeias em áreas urbanas e rurais.
No dia 21 de janeiro, em Riozinho, no Vale do Paranhana, um homem foi atacado por abelhas e morreu devido às múltiplas picadas. Já na última sexta-feira, 24, um caso semelhante ocorreu em Soledade, no Planalto Médio, onde um homem não resistiu após ser atacado por vespas.
Segundo especialistas, as condições climáticas de calor e alta umidade típicas do verão favorecem a proliferação de insetos como abelhas e vespas, aumentando os riscos de acidentes. Eles alertam que tentativas de remoção de colmeias sem a ajuda de profissionais qualificados podem desencadear ataques graves.
Dados do Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS) mostram um aumento expressivo nas ocorrências relacionadas a insetos peçonhentos. Em 2024, foram registradas 8.157 remoções de colmeias ou ninhos, o que equivale a mais de 22 por dia. Em 2025, até 23 de janeiro, o número já alcançou 1.077 casos, uma média superior a 46 por dia, ou quase duas ocorrências por hora. Porto Alegre contabilizou 177 chamados apenas nos primeiros 23 dias deste ano, em comparação com 1.254 ao longo de todo o ano passado.
Medidas de prevenção contra ataques de insetos:
- Evitar proximidade de enxames ou colmeias.
- Minimizar sons que possam irritar os insetos, como o de máquinas ou motosserras.
- Solicitar apoio dos Bombeiros ou apicultores para a remoção segura dos insetos.
Em caso de ataque, é essencial buscar abrigo e evitar movimentos bruscos. Pessoas alérgicas ou que sofrem múltiplas picadas devem procurar atendimento médico imediato.
Publicado por
