Acusado de matar jovem indígena em Redentora vai a júri em fevereiro
Crime brutal ocorrido em 2021 será julgado no Fórum de Coronel Bicaco, com réu respondendo por estupro de vulnerável e homicídio com seis qualificadoras
Publicado em 21/01/2025 às 17:00
Capa Acusado de matar jovem indígena em Redentora vai a júri em fevereiro

Dieison Corrêa Zandavalli, de 36 anos, será julgado no dia 13 de fevereiro, no Fórum de Coronel Bicaco, pelo assassinato da adolescente indígena Daiane Griá Sales, de 14 anos. O caso, que chocou a comunidade, aconteceu em 31 de julho de 2021.

A jovem foi estuprada e morta, e seu corpo foi encontrado em uma estrada próxima a uma lavoura em Posse Ferraz, área contígua à reserva caingangue em Redentora, no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Segundo a investigação da Polícia Civil, na madrugada de 1º de agosto, Dieison teria levado Daiane em um veículo até uma área de mata, onde cometeu o estupro e, em seguida, a matou por estrangulamento.

O Ministério Público denunciou o réu por estupro de vulnerável e homicídio qualificado, com seis agravantes: meio cruel, motivo torpe, dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a ocultação de outro crime e feminicídio.

Defesa do réu

As advogadas Pâmela Londero, Ana Caroline Massafra e Laura Villar Piccoli, responsáveis pela defesa de Dieison, emitiram uma nota reafirmando seu compromisso com o devido processo legal e confiando na imparcialidade do Tribunal e dos jurados para uma decisão justa.

Como será o julgamento

O julgamento está programado para começar às 8h e seguirá os trâmites do Tribunal do Júri:

  1. Sorteio dos jurados: Sete integrantes serão selecionados para compor o Conselho de Sentença.
  2. Depoimentos: Serão ouvidas 11 testemunhas de acusação e defesa, seguidas pelo interrogatório do réu, que pode optar por permanecer em silêncio.
  3. Debates: A acusação e a defesa terão 1h30min cada para apresentar seus argumentos. Caso necessário, poderão ocorrer réplica e tréplica, com uma hora adicional para cada parte.
  4. Decisão: Após os debates, os jurados se reúnem em sala secreta para votar sobre a culpa ou inocência do réu.

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