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O caso de injúria racial ocorrido no jogo entre Guarany e Atlântico, realizado no sábado, 30, foi julgado na quinta-feira, 5, pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS). A partida foi interrompida após o goleiro João Paulo, do Atlântico, relatar ter sido chamado de "macaco" por um torcedor durante o jogo, no Ginásio Módulo Esportivo, em Espumoso. Em protesto, a equipe de Erechim decidiu sair de quadra e não retornar à partida.
Após 3h30min de julgamento, o tribunal decidiu que o jogo não será retomado. Como consequência, os três pontos da partida foram atribuídos ao Guarany, que, com a vitória, se classificou para a final do Gauchão de Futsal. A equipe de Espumoso, além de conquistar a classificação, enfrentará a Yeesco na disputa pelo título. As datas da final serão definidas pela Liga Gaúcha de Futsal (LGF).
O Atlântico, por sua vez, foi penalizado com uma multa de R$ 10 mil e dois jogos com portões fechados, além de ser eliminado do torneio. A equipe também deverá pagar uma multa de R$ 100, conforme a decisão do TJD-RS.
Relembre o caso:
O incidente aconteceu durante o jogo válido pela semifinal do Gauchão de Futsal, no Ginásio Módulo Esportivo. O Atlântico vencia por 4 a 1 no tempo regulamentar e o jogo estava prestes a seguir para a prorrogação, quando aos 4min10s do tempo extra, com o placar em 1 a 1, o goleiro João Paulo denunciou a injúria racial. A denúncia fez com que o time de Erechim decidisse não retornar à quadra, por conta da não atuação da segurança do Guarany, que não foi até o torcedor identificado por João Paulo.
Essa situação reflete um grave episódio de discriminação, que resultou em sanções ao clube envolvido e reforçou a necessidade de combate a comportamentos racistas no esporte.
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