Foto de Ricardo Stuckert/PR
Nesta terça-feira, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso do governo com a construção de moradias populares e anunciou um novo programa voltado para a instalação de banheiros em residências que não possuem esse recurso básico.
Durante sua participação em um evento do setor de construção civil, Lula destacou a importância de garantir dignidade às famílias brasileiras e criticou a burocracia que dificulta a execução de projetos no país.
Banheiros para famílias sem saneamento básico
O presidente revelou que tomou a decisão de criar o programa após assistir a uma reportagem que apontava que mais de 4 milhões de famílias no Brasil vivem sem banheiro em casa. Segundo ele, a situação é inaceitável:
"Banheiro é coisa simples. E como é que pode ter 4 milhões de pessoas que não têm banheiro? Falei para o Jader [Barbalho Filho, ministro das Cidades]: 'Pode preparar o programa porque nós vamos fazer os banheiros que as pessoas precisam'."
Lula também enviou um recado ao Ministério da Fazenda, ressaltando que o programa é uma questão de respeito, não de custo:
"Depois não venha a Fazenda dizer: 'isso é gasto'. Não venha dizer porque isso não é gasto. Isso é decência, isso é respeito."
Mais crédito para habitação e indústria
O presidente garantiu que não faltará crédito para a construção de moradias populares nem para a ampliação de investimentos por parte da indústria. Ele destacou a necessidade de superar entraves que dificultam a execução de projetos no Brasil.
"Enquanto tem uma pessoa para fazer um projeto, tem dez para dizer que ele não vai dar certo."
A fala de Lula reflete sua visão de que a simplificação de processos e o apoio financeiro são fundamentais para acelerar a transformação social e atender às demandas da população.
Com o novo programa de banheiros e a promessa de mais investimentos em habitação, o governo busca atacar diretamente problemas históricos de infraestrutura básica no país. O desafio será superar as barreiras logísticas e burocráticas para que as medidas saiam do papel e cheguem às comunidades que mais precisam.
Publicado por
