O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (ILC) do Rio Grande do Sul registrou alta de 2,1% em setembro, conforme levantamento divulgado, na última semana, pela Farsul. Os principais fatores para o aumento foram os custos com concentrado, silagem e energia elétrica.
Este é o quinto aumento do ILC em 2024, interrompendo a deflação de 0,9% registrada em agosto. O índice considera uma cesta de produtos que representam 80% dos custos na produção do leite cru. No período, o milho teve alta de 7,7%, enquanto o aumento no preço da soja elevou os gastos com alimentação animal.
A alta foi amenizada por uma queda de 2,9% no preço dos fertilizantes, reflexo da desvalorização do barril de petróleo. No entanto, o custo da energia elétrica continua em alta, acumulando sete aumentos consecutivos e totalizando 9,98% no período.
No acumulado do ano, o ILC mantém uma deflação de 3,58%, alinhada com o Índice de Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR), que caiu 7,55% em 2024. Mesmo assim, a Farsul prevê que o ILC feche o ano com inflação, diante de altas acumuladas de insumos como energia elétrica (9,1%), silagem (6,4%) e combustíveis (4,3%).
Para outubro, a projeção da Assessoria Econômica da Farsul, responsável pelo estudo, projeta elevação nos preços da soja e do milho, além de uma possível alta no barril de petróleo e valorização do câmbio, o que deve impactar os preços de fertilizantes e combustíveis e manter a pressão inflacionária.
Publicado por
