Dia do Rádio: a trajetória de um meio que conecta gerações e se reinventa com a tecnologia moderna
Desde as pioneiras transmissões de Guglielmo Marconi e Roberto Landell de Moura a Monsenhor Vitor Battistella que implementou a Luz e Alegria, o rádio continua a ser um dos mais importantes e democráticos veículos de comunicação no Brasil
Publicado em 25/09/2024 às 17:00
Atualizado em 25/09/2024 às 14:46
Capa Dia do Rádio: a trajetória de um meio que conecta gerações e se reinventa com a tecnologia moderna

Foto de Reprodução / Arquivo LA

Nesta quarta-feira, 25 de setembro, é uma data marcante para a comunicação mundial, quando se celebra o Dia do Rádio, um meio que surgiu no início do século 20, com a invenção do cientista italiano Guglielmo Marconi, e rapidamente se tornou um elemento essencial na difusão de notícias, cultura e entretenimento. No Brasil, a primeira transmissão radiofônica ocorreu em 7 de setembro de 1922, durante o centenário da independência, quando uma estação instalada no Corcovado transmitiu o discurso do presidente Epitácio Pessoa e algumas músicas para o público presente. Em 1923, foi fundada por Roquette Pinto a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a primeira emissora oficial do país. No entanto, a história do rádio brasileiro tem uma conexão anterior e ainda mais profunda com o padre e cientista gaúcho Roberto Landell de Moura, que, entre 1901 e 1904, desenvolveu invenções pioneiras nos Estados Unidos, como o "transmissor de ondas" que, de fato, já antecipava o rádio como conhecemos hoje.

Os primeiros rádios eram grandes e robustos, com caixas de madeira e alimentados por válvulas, necessitando de energia elétrica para funcionar. No entanto, com o avanço da tecnologia, os aparelhos se tornaram menores, mais práticos e, posteriormente, alimentados por pilhas, facilitando o acesso da população. O rádio, sempre um meio acessível, também evoluiu com a era digital, podendo ser sintonizado via internet, permitindo que os ouvintes acessem emissoras de todo o mundo de maneira instantânea.

A presença do rádio se fortaleceu no Brasil, com emissoras locais ganhando destaque ao longo das décadas. Um exemplo disso é a história da Rádio Luz e Alegria, de Frederico Westphalen, que começou com tentativas pioneiras em 1944 e 1953 através da Amplificadora Luz e Alegria, que foi implementado pelo pároco Monsenhor Vitor Battistella. Em 1957, após a aquisição de um transmissor e a instalação de uma torre no Edifício Vera Cruz, a emissora iniciou suas atividades de forma experimental e, em 28 de outubro do mesmo ano, realizou sua inauguração oficial. Desde então, a Rádio Luz e Alegria consolidou-se como uma referência regional, levando informação e entretenimento de qualidade a seus ouvintes.

Em 2006, foi inaugurado o Complexo Luz e Alegria, resultado de um projeto de modernização que integrou estúdios, setores administrativos e novas tecnologias digitais. Com dois canais principais, AM 1.160 e FM 95.9, a emissora continua a expandir sua audiência e a liderar a radiodifusão regional. Além disso, o Complexo LA conta hoje com outras cinco rádios - Rádios Luz e Alegria AM 1.160, 95.9 FM, Rádio Fortaleza 89.9 FM (Seberi), Rádio Avenida 106.5 FM (Erval Seco) e Rádio Ametista 88.5 FM (Planalto) e um portal digital, o LA+, que já ultrapassou a marca de 6 milhões de acessos, consolidando-se como o maior veículo de comunicação da região norte e noroeste do Rio Grande do Sul.

A longevidade do rádio e sua capacidade de adaptação às novas tecnologias e meios de distribuição, como a internet, demonstram sua relevância contínua e seu papel insubstituível como fonte de informação, cultura e lazer. O rádio, ao contrário do que muitos previram com o advento da televisão e das mídias digitais, não apenas sobreviveu, como também se reinventou, mantendo-se acessível e presente na vida de milhões de pessoas, especialmente em áreas rurais e remotas, onde outros meios de comunicação não chegam com a mesma facilidade.

O presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), Roberto Cervo Melão, ao celebrar os 102 anos de operação do rádio no Brasil, destacou em nota o papel fundamental deste veículo, que segue entregando conteúdo relevante e gratuito aos seus ouvintes em todos os cantos do país, modernizando-se continuamente para acompanhar as mudanças tecnológicas e as demandas da sociedade. O diretor geral do Complexo Luz e Alegria, Marco Maciel, integra a diretoria da AGERT. 

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Diego Macagnan