A partir desta semana, o preço do gás de cozinha pode sofrer um novo aumento, mas desta vez, o reajuste não é decorrente de uma ação da Petrobras. O motivo é o reajuste anual dos salários dos funcionários de distribuidoras e revendas, o que deve impactar diretamente o valor do botijão de 13kg.
De acordo com a Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP (Abragás), o acréscimo pode chegar a R$ 9 por botijão em alguns estados.
– As distribuidoras já repassaram um aumento de cerca de R$ 5 para os revendedores, que, por sua vez, também ajustam seus preços, resultando em dois aumentos consecutivos em setembro –, explicou José Luiz Rocha, presidente da Abragás.
Atualmente, cerca de 95% das famílias brasileiras utilizam gás de cozinha em botijão, e o preço médio do botijão de 13kg no país é de R$ 102, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Petrobras vende a matéria-prima por aproximadamente R$ 34, mas o preço final ao consumidor é influenciado pelo ICMS, além dos custos operacionais de distribuição e revenda.
Em resposta ao impacto no orçamento das famílias, o governo federal anunciou o lançamento do programa "Gás para Todos", que pretende distribuir botijões de gás gratuitamente para mais de 20 milhões de famílias até o final do próximo ano. A iniciativa visa ampliar o atual "auxílio gás", porém, o projeto de lei que cria o programa ainda precisa ser aprovado no Congresso Nacional.
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