Nesta quarta-feira, 28, o programa "Saúde e Bem-Estar", apresentado por Ana Cristina Santos, trouxe à tona uma discussão essencial e urgente: a violência contra a mulher, em uma edição especial em alusão ao Agosto Lilás. Este mês é dedicado à conscientização e combate à violência doméstica, e a pauta do programa não poderia ser mais oportuna.
A entrevista abordou questões centrais sobre o tema, começando pela definição do que é considerado violência. Os especialistas convidados esclareceram que a violência contra a mulher vai muito além da agressão física, essa diversidade de formas de violência é muitas vezes desconhecida por grande parte da sociedade, o que reforça a importância de discussões como esta.
Quais os tipos de violência
No programa, foi destacado que a violência contra a mulher pode se manifestar de várias maneiras, desde a violência física e sexual até formas mais sutis e silenciosas, como a psicológica, econômica, social e a moral. Esses tipos de violência deixam marcas profundas e duradouras, afetando gravemente a saúde mental das vítimas.
Sinais de alerta em relações abusivas
Outro ponto abordado foi o reconhecimento de sinais de alerta em uma relação abusiva. Comportamentos como controle excessivo, isolamento social, ciúmes desmedidos e humilhações constantes são indicativos de uma relação tóxica e perigosa. Identificar esses sinais precocemente pode ser crucial para que a mulher busque ajuda antes que a situação se agrave. O programa contou com a presença de três especialistas: Dra. Kelly Fernandes de Almeida de Carvalho, advogada especialista em Direito de Família; Laura Regina Lanza, assistente social com especialização em saúde mental; e Tarciane Cenci, psicóloga com pós-graduação em Psicopedagogia e Psicologia Jurídica.
A assistente social Laura Regina Lanza, discutiu os tipos de violência mais frequentes em seu trabalho e o impacto devastador que essas agressões têm na saúde mental das mulheres. Ela também falou sobre o impacto na família, especialmente nos filhos, e as dificuldades enfrentadas pelas vítimas ao buscar ajuda.
A psicóloga Tarciane Cenci, abordou os sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência, mesmo sem falar sobre isso. Ela apontou mudanças comportamentais, como isolamento, tristeza profunda e medo constante, como indicadores. “A violência psicológica, muitas vezes invisível, pode ser ainda mais destrutiva que a violência física, corroendo a autoestima e a identidade da vítima a longo prazo”, explicou.. Ela destacou as principais estratégias terapêuticas usadas para ajudar mulheres a superar os traumas e reconstruir sua autoestima e identidade.
Por fim, a advogada Dra. Kelly Fernandes de Almeida de Carvalho, abordou a importância de saber como proceder juridicamente após reconhecer a violência. “O primeiro passo é buscar uma medida protetiva, que visa resguardar a mulher e seus filhos de novas agressões”, Ela enfatizou as garantias legais disponíveis para as vítimas no Brasil e discutiu as lacunas e avanços recentes na legislação.
Agosto Lilás
O programa também explorou a origem do Agosto Lilás, que surgiu como uma campanha para sensibilizar a sociedade e ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos. A importância desta campanha na luta contra a violência foi amplamente destacada, mostrando como ela promove o conhecimento sobre os direitos legais das mulheres e incentiva a denúncia de agressores.
O programa “Saúde e Bem Estar” reafirmou seu compromisso com a sociedade ao abordar temas cruciais como a violência contra a mulher, promovendo informação, conscientização e apoio às vítimas. A mensagem central do episódio foi clara: é preciso romper o silêncio e buscar ajuda, pois todas as mulheres têm o direito a uma vida livre de violência.
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