O comando nacional de greve, vinculado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), convocou os professores universitários a realizarem assembleias locais até sexta-feira, 21 de junho, para discutir e avaliar as propostas apresentadas pelo governo federal.
O Andes encaminhou um formulário às seções sindicais, secretarias regionais e comandos locais de greve, solicitando que os docentes respondam se devem "assinar ou não" as proposições do Ministério da Gestão e do Ministério da Educação (MEC), além de deliberarem sobre a continuidade da greve ou a construção de uma saída coletiva junto ao sindicato. As respostas precisam ser enviadas até o meio-dia de 21 de junho e subsidiarão a reunião do comando nacional de greve, marcada para o fim de semana, em Brasília.
Propostas do Governo:
- Recomposição Parcial do Orçamento: O governo se compromete a recompor parcialmente o orçamento das universidades e institutos federais.
- Reajuste de Benefícios: Está prevista a implementação de reajustes nos benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-saúde suplementar e auxílio-creche, apesar de ainda não haver equiparação com os benefícios concedidos aos demais poderes.
- Aumento Salarial Linear: O governo propôs um aumento linear de 12,8% até 2026, dividido em 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.
- Revogação da Portaria 983/2020: O MEC se comprometeu a revogar, após o término da greve, a portaria que elevou a carga horária mínima semanal dos docentes.
- Investimento em Infraestrutura: O presidente Lula anunciou um investimento de R$ 5,5 bilhões em melhorias na infraestrutura de todas as universidades federais, hospitais universitários e novos campi.
Próximos Passos:
Os professores universitários deverão realizar assembleias locais até o dia 21 de junho para deliberar sobre as propostas do governo. As decisões tomadas nas assembleias deverão ser enviadas ao Andes até o meio-dia da mesma data. O comando nacional de greve se reunirá no fim de semana para analisar as respostas e decidir os rumos do movimento.
A greve, que começou em abril, atualmente atinge 64 das 69 universidades federais do país. O resultado das deliberações locais será crucial para definir se a categoria aceitará as propostas e encerrará a greve ou se continuará a mobilização em busca de melhores condições.
Publicado por
