O Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, destaca-se novamente no cenário médico ao realizar com sucesso o primeiro procedimento de Crioablação de Tumor Ósseo do Brasil utilizando o equipamento IceCure Pro Sense. A tecnologia de ponta israelense emprega o nitrogênio líquido para congelar a lesão do câncer.
O radiologista intervencionista Dr. Guilherme de Araujo Gomes conduziu a nova técnica em um homem de 77 anos, com diagnóstico de câncer de próstata. Após uma prostatectomia dois anos atrás, a doença evoluiu com o aparecimento de uma lesão óssea metastática. Diante da persistência do quadro, mesmo após radioterapia, optou-se pela crioablação. O procedimento contou com o acompanhamento do urologista Dr. Henrique Nonnemacher, da anestesista Sueliana Morales, do diretor de operações da empresa KTR Medical, responsável pelo equipamento da IceCure Pro Sense no Brasil, e de profissionais da enfermagem e da tomografia computadorizada.
O Dr. Guilherme explicou que a crioablação envolve o congelamento do tumor presente no tecido ósseo através de um resfriamento extremo, rápido e minimamente invasivo. Com o equipamento IceCure, o médico inseriu cuidadosamente uma agulha, guiada em tempo real por tomografia, para criar uma consistente bola de gelo no local preciso. Ele destacou a evolução tecnológica na oncologia e a esperança de cura que esse tratamento oferece para diversos tipos de câncer.
Tecnologia inovadora é sucesso na Internet
O vídeo do procedimento utilizando a tecnologia israelense IceCure viralizou nas redes sociais, demonstrando como o equipamento funciona. Desde então, a procura pelos tratamentos ablativos de tumores aumentou consideravelmente, com pacientes buscando mais informações a seus oncologistas. Esta nova tecnologia representa uma novidade no tratamento de tumores, especialmente por ser pouco invasiva e proporcionar recuperação quase sem dor.
Recomendação para o tratamento de outros tumores
Além de tumores ósseos, a crioablação também permite o tratamento e a cura de tumores do fígado, rim, da mama e do pulmão, preservando toda a função do restante do órgão saudável. O procedimento não tem contraindicação para pacientes idosos ou com comorbidades, justamente por ser pouco invasivo. Pacientes podem receber alta em menos de 24 horas, sem cortes, sem dores e sem tumores.
Expectativas para o futuro
A expectativa é que cada vez mais pacientes tenham acesso a esses tratamentos. A crioablação entra como uma arma adicional contra o câncer, disponível para ser utilizada em conjunto com outras terapias, como a quimioterapia. O tratamento é essencial para garantir o tratamento de lesões que ainda não foram identificadas, aumentando as chances de cura e evitando recidivas da doença.
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