O aumento das chuvas e o calor intenso registrados nesse início de ano traz consigo um problema preocupante: o aumento no número de casos de dengue. As condições climáticas predispõem para o surgimento e manutenção de criadouros do mosquito Aedes Aegypty, responsável pela transmissão das arboviroses dengue, zica vírus e chicungunya.
As regiões Celeiro e Médio Alto Uruguai são as que apresentam os maiores índices de casos no Rio Grande do Sul. Em Frederico Westphalen, de acordo com dados da Secretaria de Saúde, são aproximadamente 50 casos confirmados da doença, número maior ao que foi registrado em todo o ano de 2023, quando o município contabilizou 29 casos.
De acordo com a secretária de saúde do município, Andrize Aguiar, a equipe de endemias tem realizado visitas periódicas, com orientações à população, além de mutirões de limpeza nos bairros Barril, Santo Inácio e São Francisco de Paula. Também está sendo aplicado fumacê para eliminação dos mosquitos. Porém, a secretária reforça que todas as pessoas devem fazer a sua parte, manter os terrenos limpos, eliminar todos os recipientes com água parada, para que o mosquito não possa se proliferar.
– Nós começamos a realizar mutirões e fiquei impressionada com a realidade que se apresenta nas residências em Frederico Westphalen. Com o acúmulo de águas da chuva, constatamos que as caixas de água estavam contaminadas com larvas e mosquitos. Então a gente pede para a população não acumule água em suas residências neste momento, e cuidem para que tenha qualquer acúmulo de água. Todos fazendo a sua parte nos auxiliam nesse processo –, ressaltou a secretária.
SUS começa a aplicar vacina contra a dengue em fevereiro
O Ministério da Saúde informou que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue via Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. O Rio Grande do Sul não tem cidades na lista elaborada pelo órgão.
As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023/2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos.
A pasta confirmou ainda que serão vacinados crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.
Nas três primeiras semanas de 2024, o Brasil registrou 12 mortes por dengue e 120.874 casos prováveis da doença. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 26 óbitos e 44.753 casos prováveis.
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