Secretaria de Saúde de Frederico Westphalen reforça ações de combate à dengue
Aumento de 15,8% nos casos da doença no Brasil tem preocupado órgãos de saúde
Publicado em 15/12/2023 às 17:00
Capa Secretaria de Saúde de Frederico Westphalen reforça ações de combate à dengue

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, houve um aumento de 15,8% nos casos de dengue no Brasil, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os casos já atingiram mais de 1,6 milhão de pessoas, com maior incidência em Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Santa Catarina e Goiás. 

Em relação aos casos de óbitos causados por dengue, houve aumento de 5,4% em 2023 (1.053) com relação ao mesmo período de 2022 (999), no entanto, a taxa de letalidade teve redução de 13%.

Em referência à chikungunya, nos primeiros onze meses do ano, foram registrados 149.901 casos da doença, uma redução de 43% se comparado ao mesmo período de 2022 (264.365). Foram registrados 100 óbitos causados pela doença em 2023 e 93 no mesmo período do ano passado, um aumento de 7,5%.

Já em relação à zika, até a semana epidemiológica 34, o Brasil registrou aumento de 1% nos casos (7.275), em comparação a 2022 (7.218).

Situação está controlada em Frederico Westphalen
De acordo com a secretária de saúde de Frederico Westphalen, Andrize Aguiar, a situação da dengue no município está controlado. No momento há três casos suspeitos da doença esperando o resultado do LACEM. Em 2023, houve 94 casos notificados e 48 confirmados de dengue no município. Andrize ressalta que estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade, e também nas escolas, para orientar sobre a importância do combate a focos do mosquito.

– A equipe de endemias tem realizado visitas periódicas, com orientações à população. Este ano criamos e confeccionamos também uma maquete, juntamente com as crianças na educação infantil, no qual pedimos para as crianças transmitirem aos pais a importância de cuidar do seu pátio. Ressaltamos a importância da mobilização de toda a nossa comunidade frederiquense, do trabalho que está sendo desenvolvido na nossa comunidade. Pedimos para todos trabalharmos juntos, manter os terrenos limpos, eliminar todos os recipientes com água parada, para que o mosquito não possa se proliferar –, reforçou a secretária.

Segundo Ministério da Saúde, entre os fatores que contribuem para a disseminação, tanto da dengue quanto chikungunya e zika, estão as variações climáticas, o aumento das chuvas e o calor intenso, além do número de pessoas passíveis de contrair a doença.

Ações e investimentos do governo federal
Como parte das ações de enfrentamento, a Saúde anunciou investimento de R$ 256 milhões no fortalecimento da vigilância de arboviroses. Desse total, R$ 115 milhões serão efetivados até o fim de 2023, sendo R$ 39,5 milhões para estados e o Distrito Federal e outros R$ 72 milhões para municípios. Além disso, haverá repasse de R$ 144,4 milhões para fomentar ações de vigilância em saúde em todo o país.

O ministério informou que seis cidades — Natal, Uberlândia (MG), Presidente Prudente (SP), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Joinville (SC) — vão receber o mosquito que não transmite dengue como medida de contenção da doença. O método é conhecido como Wolbachia. Posteriormente, Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Belo Horizonte, Niterói (RJ) e Rio de Janeiro continuam no projeto.

A pasta também anunciou a inauguração da Sala Nacional de Arboviroses (SNA), espaço permanente para permitir o monitoramento em tempo real dos locais com maior incidência de dengue, chikungunya e zika, e abriu uma consulta pública que propõe a incorporação de uma vacina contra a dengue, a Qdenga.

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