Missões Jesuíticas do RS recebem investimentos de R$ 100 milhões para impulsionar turismo e preservar legado histórico
Em 2026, as missões jesuíticas gaúchas completarão 400 anos
Publicado em 04/06/2025 às 17:00
Atualizado em 04/06/2025 às 15:39
Capa Missões Jesuíticas do RS recebem investimentos de R$ 100 milhões para impulsionar turismo e preservar legado histórico

Foto de Victor Hugo Mori

Há quase quatro séculos, missionários jesuítas cruzaram o Rio Uruguai e deram início a um dos capítulos mais emblemáticos da história do sul do Brasil: a formação dos Sete Povos das Missões, comunidades organizadas em torno da catequese dos povos indígenas guaranis. Hoje, esse patrimônio cultural e espiritual resiste no tempo por meio de sítios arqueológicos como São Miguel Arcanjo, que atrai anualmente cerca de 60 mil visitantes a São Miguel das Missões.

Para preservar esse legado e incentivar o turismo na região missioneira, o governo do Rio Grande do Sul está investindo R$ 100 milhões em obras de infraestrutura, previstas para serem concluídas até maio de 2026. A força-tarefa estadual prevê melhorias em acessos viários, sinalização e restauração de pontos históricos.

Entre os destaques das intervenções estão as obras nos acessos asfaltados aos sítios arqueológicos de São João Batista e São Lourenço Mártir. No primeiro, falta apenas um pequeno trecho de pavimentação. Já no segundo, a obra aguarda liberação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para prosseguir.

Além disso, a BR-285, principal corredor turístico das Missões, no trecho entre Entre-Ijuís e São Borja, está recebendo nova camada asfáltica e ampliação com terceiras pistas, garantindo mais segurança e conforto aos visitantes.

A história das Missões teve início em 1626, com a fundação de São Nicolau, o primeiro povoado criado no atual território gaúcho. A decadência das reduções começou após o Tratado de Madri, em 1750, que transferiu a posse da região dos espanhóis para os portugueses, desencadeando a guerra guaranítica e a destruição de parte do patrimônio.

O que restou desse período é hoje patrimônio histórico e espiritual de valor inestimável, reconhecido pela Unesco e mantido como símbolo do encontro entre culturas. As obras em curso representam mais que investimentos em infraestrutura: são um gesto de respeito à memória e um impulso para o desenvolvimento sustentável do turismo cultural no interior do Estado.

Fonte: GauchaZH

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Foto Almir Felin
Almir Felin