Policial militar é preso temporariamente por desaparecimento de família em Cachoeirinha
Investigação aponta indícios de homicídio e feminicídio; suspeito é ex-companheiro de uma das vítimas
Publicado em 10/02/2026 às 10:50
Atualizado em 10/02/2026 às 10:53
Capa Policial militar é preso temporariamente por desaparecimento de família em Cachoeirinha

Foto de Polícia Civil

A Polícia Civil efetuou, nesta terça-feira, 10, a prisão temporária de Cristiano Domingues Francisco, soldado da Brigada Militar lotado em Canoas. Ele é o principal suspeito no caso que envolve o desaparecimento de três integrantes de uma mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A custódia, com prazo inicial de 30 dias, foi autorizada pela Justiça para viabilizar diligências aprofundadas sobre o paradeiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70.

O delegado Anderson Spier informou que a medida restritiva fundamenta-se em indícios colhidos durante o inquérito, embora o suspeito tenha optado pelo silêncio em seu depoimento oficial. A linha de investigação atual trabalha com as hipóteses de feminicídio contra Silvana e homicídio contra o casal de idosos.

A Brigada Militar confirmou que a Corregedoria-Geral acompanha o processo e determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções operacionais enquanto as apurações prosseguem sob sigilo.

Polícia Civil / Divulgação
Silvana, Dalmira e Isail estão desaparecidos há 16 dias. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Cronologia dos fatos e movimentações suspeitas

O mistério teve início em 24 de janeiro, quando Silvana foi vista pela última vez. Na data, uma postagem falsa em sua rede social alegava um acidente em Gramado para justificar sua ausência. No dia seguinte, os pais saíram em busca da filha e chegaram a ser vistos entrando em um veículo com um motorista desconhecido antes de também desaparecerem.

Câmeras de segurança registraram movimentações atípicas na residência da família, incluindo a entrada e saída rápida de veículos na noite do primeiro sumiço, o que reforça a tese policial de crime violento ou cárcere privado.

A polícia já descartou a possibilidade de sequestro pela ausência de pedidos de resgate e encontrou o carro de Silvana estacionado em sua própria garagem. Perícias estão sendo realizadas em um projétil de festim encontrado na casa, embora as autoridades acreditem que o objeto possa não ter relação direta com o caso.

O foco das equipes agora concentra-se na identificação de outros possíveis envolvidos e na localização das vítimas, que trabalhavam juntas em um mercado local e eram descritas como pessoas de convívio pacífico pela comunidade.

Fonte: GauchaZH

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Foto Almir Felin
Almir Felin