Emater aponta queda no preço do tomate e impactos climáticos nas olerícolas
Excesso de umidade afeta tratamentos fitossanitários em diversas regiões do RS
Publicado em 21/01/2026 às 10:39
Atualizado em 21/01/2026 às 10:41
Capa Emater aponta queda no preço do tomate e impactos climáticos nas olerícolas

Foto de Tiago Bald, jornalista da Emater/RS-Ascar na região de Lajeado

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar revela um cenário de preços em queda e desafios climáticos para a horticultura gaúcha. Na região de Caxias do Sul, o tomate de alta qualidade registrou desvalorização na Ceasa/Serra, passando de R$ 3,00/kg para R$ 2,44/kg.

No campo, a situação é mais crítica: produtores recebem R$ 40,00 ou menos pela caixa de 20kg (média de R$ 2,00/kg), valor considerado abaixo do esperado para o pico da safra, previsto para o final de janeiro.

As chuvas recorrentes têm dificultado o manejo. O excesso de umidade impede a aplicação eficiente de defensivos, elevando o risco de doenças fúngicas. Enquanto em Caxias o transplantio de estufa segue até janeiro, na região de Lajeado, especificamente em Feliz, o tomate cereja apresenta cenário oposto: a produção mantém padrão regular e boa aceitação comercial, com preços variando entre R$ 6,00 e R$ 8,00/kg.

Panorama das olerícolas por região

O relatório detalha como as variações climáticas locais impactaram diferentes cultivos:

  • Ijuí: O prolongamento do tempo úmido aumentou a incidência de doenças. Cultivos a campo, como alface e repolho, apresentam perda de padrão comercial devido à podridão foliar em áreas com chuvas mais intensas.

  • Santa Rosa: Após danos causados por enxurradas em semanas anteriores, produtores reorganizaram canteiros e replantaram mudas. O retorno das chuvas ao final do período ajudou a manter a umidade do solo, favorecendo a colheita de abóboras, morangas e pepinos, embora doenças foliares nos pepônios preocupem pela redução da produtividade.

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Almir Felin