Foto de Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul
A safra de uva no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de incertezas na primavera, apesar de o inverno de 2025 ter sido altamente favorável ao cultivo. Diante dos desafios climáticos atuais, a Emater/RS-Ascar considera inviável definir uma estimativa de safra neste momento, prevendo divulgar os dados oficiais somente em meados de janeiro.
O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didoné, explica que os vinhedos vêm de anos de estresse (estiagens severas e intenso encharcamento do solo em 2024), mas o inverno de 2025 trouxe fortes características que indicavam uma safra promissora.
Não houve picos de temperaturas mais altas em junho e julho. Também não foi registrada nenhuma geada tardia (agosto/setembro).
Desafios da primavera
Apesar do inverno animador, o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, especialista em viticultura, destaca que a primavera tem apresentado condições climáticas adversas e preocupantes:
Frio persistente: Temperaturas noturnas e matinais bem abaixo da média em setembro e outubro, o que retarda o desenvolvimento vegetal.
Sol encoberto: Alto número de dias com sol encoberto, reduzindo a capacidade fotossintética das plantas.
Vento intenso: Presença de muito vento na segunda quinzena de outubro, estressando as plantas.
Desavinho: Considerável ocorrência deste distúrbio fisiológico, que converte cachos em gavinhas e reduz o número de bagas/cachos. Outra característica é a posição invertida dos cachos (virados para cima) no início do desenvolvimento.
O sucesso da safra dependerá, portanto, da forma como a frutificação se desenvolverá diante desses fatores nos próximos meses.
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