Foto de Elisabete Sobucki
Na última sexta-feira, 9, a comunidade da Aldeia Pinhalzinho, em Planalto, promoveu uma mobilização em defesa da manutenção da educação indígena diferenciada. O ato reuniu lideranças, professores e representantes da FUNAI, que reivindicaram a preservação do ensino voltado à cultura, valores e língua Kaingang.
De acordo com o professor João, a mobilização foi uma resposta à contratação, pela Secretaria Estadual de Educação (SEDUC) e pela Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Palmeira das Missões, que fará um diagnóstico das escolas indígenas do Rio Grande do Sul. As lideranças manifestaram preocupação com possíveis mudanças que possam comprometer o modelo educacional tradicional das aldeias.
“A gente precisa garantir que a educação continue sendo diferenciada, como sempre foi preservando nossa língua e nossos valores, além das disciplinas convencionais”, destacou João. Ele também chamou atenção para a precariedade das estruturas escolares nas aldeias e cobrou investimentos do Estado para assegurar educação de qualidade.
A coordenadora técnica da FUNAI, Rejane Pafej Kanhgág, reforçou a importância de a comunidade ocupar espaços de decisão. “Estamos aqui para reafirmar que nossos saberes são essenciais e devem ser respeitados. A educação é a base que fortalece nossa cultura e garante o protagonismo indígena”, afirmou.
Durante a tarde, foi realizada uma plenária, onde foram debatidas as principais demandas que serão encaminhadas ao governo estadual.
A Rádio Ametista acompanhou a mobilização e seguirá atenta aos desdobramentos do movimento.
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