Foto de Uilian Pachceho/Up TV/Reprodução
Um crime brutal abalou São Gabriel na tarde desta terça-feira, 25. Tiago Ricardo Felber, de 40 anos, jogou o próprio filho, Théo Ricardo Ferreira Felber, de 5 anos, da ponte sobre o rio Vacacaí. A criança caiu sobre pedras e morreu no local.
O menino morava com a mãe em Novo Hamburgo e estava passando alguns dias com o pai. Momentos antes do crime, Felber telefonou para a ex-companheira, avisando que jogaria a criança da ponte. Desesperada, a mãe acionou a polícia, mas quando as autoridades chegaram ao local, já era tarde.
Após o homicídio, o homem se entregou à Brigada Militar e confessou o crime. Ele foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional.
Crime premeditado e motivado por vingança
Segundo o delegado Daniel Severo, a motivação do crime foi vingança contra a ex-companheira, que havia terminado o relacionamento em novembro e se mudado para o Vale do Sinos. Inicialmente, Felber planejava matar a mulher e o atual namorado dela, mas no domingo (23), decidiu que tiraria a vida do filho.
No depoimento à polícia, o assassino relatou que, na noite de segunda-feira (24), tentou esganar o menino, mas a criança sobreviveu. O corpo de Théo apresentava lesões antigas, indicando histórico de agressões.

Imagem mostra o homem pedalando com a criança sentada dentro de uma caixa plástica na frente da bicicleta. Polícia Civil/Divulgação
Na manhã do crime, câmeras de segurança registraram o pai circulando pela cidade com a criança dentro de uma caixa plástica, transportada em sua bicicleta. Por volta do meio-dia, ele jogou o filho da ponte, acreditando que o menino morreria afogado. No entanto, devido à estiagem, o nível do rio estava baixo e a criança caiu sobre as pedras.
A Polícia Civil aguarda o laudo da perícia para confirmar se a vítima já estava sem vida no momento da queda.
Frieza após o assassinato
Após cometer o crime, Felber deixou o local e foi almoçar normalmente. Mais tarde, ao conversar com a irmã, confessou que havia matado o filho e decidiu se entregar.
A Polícia Civil isolou a área do crime até a chegada do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que removeu o corpo da criança para necropsia em Santa Maria. O caso segue sob investigação.
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