Vencedor do Prêmio Nobel da Paz palestra durante Semana Acadêmica do Curso de Engenharia Florestal da UFSM/FW
O evento aconteceu entre os dias 25 a 29 de setembro, contando com a presença de diversos especialistas da área florestal
Publicado em 27/09/2023 às 07:56
Capa Vencedor do Prêmio Nobel da Paz palestra durante Semana Acadêmica do Curso de Engenharia Florestal da UFSM/FW

Na última segunda-feira, 25, a Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, recebeu o pesquisador brasileiro Niro Higuchi, vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2007. Higuchi foi um dos palestrantes convidados para participar da XI Semana Acadêmica da Engenharia Florestal, cujo tema é “Caminhos Florestais: vivências e desafios”. 

Niro é engenheiro florestal, formado pela Universidade Federal do Paraná, e doutor em manejo florestal pela Universidade de Michigan (EUA). Desde 1980 atua como pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), através do qual, em 2007, recebeu o prêmio Nobel da Paz, junto do pesquisador norte-americano Philip M. Fearnside, pelo 4º relatório de avaliação. “A comissão do Nobel chegou à conclusão que [...] se as pessoas lessem com atenção aquele relatório elas poderiam chegar à paz. Porque só um país em situação de paz pode conseguir reverter esse problema da mudança”, explica Higuchi.

Para o pesquisador, a ciência tem o poder de mover o mundo e é por meio dela que a sociedade continua seguindo em frente. Mas ele também pontua que é necessário olhá-la com uma visão crítica, sabendo que a ciência foi criada para ser duvidada. É por causa desse pensamento que Higuchi se dedica ao trabalho com os futuros engenheiros florestais. “De certa maneira, hoje a minha preocupação é tentar engajar para que o meu trabalho não pare, não perca continuidade”, conta o pesquisador. 

A pauta climática vem sendo discutida há muito tempo e Higuchi entende que é necessário que haja um grande engajamento coletivo para que o cenário climático possa ser revertido. “Eu tenho me dedicado muito a esse trabalho com alunos do curso de engenharia florestal, numa tentativa de recrutar mais gente para trabalhar nessa área e principalmente na amazônia”. Ele também destaca saber que essa é uma tarefa difícil, mas que é de pouco em pouco que a mudança pode acontecer. “Eu fiz muitas coisas, eu conquistei muita coisa, mas tem muita coisa para se conquistar”, finaliza. 

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