Círculos de paz são desenvolvidos e implementados em escola
Facilitadores promovem a atividade após formação através do CEJUSC
Publicado em 29/11/2022 às 15:02
Capa Círculos de paz são desenvolvidos e implementados em escola

De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a Justiça Restaurativa é um método que busca, quando possível e apropriado, realizar o encontro entre vítima e ofensor, assim como eventuais terceiros envolvidos no crime ou no resultado dele, com o objetivo de fazer com que a vítima possa superar o trauma que sofreu e responsabilizar o ofensor pelo crime que praticou. No entanto, a Justiça Restaurativa também é um novo modelo de Justiça voltado para as relações prejudicadas por situações de violência. Valoriza a autonomia e o diálogo, criando oportunidades para que as pessoas envolvidas no conflito possam conversar e entender a causa real do conflito, a fim de restaurar a harmonia e o equilíbrio entre todos. A Justiça Restaurativa é um novo modelo de Justiça voltado para as relações prejudicadas por situações de violência. Valoriza a autonomia e o diálogo, criando oportunidades para que as pessoas envolvidas no conflito possam conversar e entender a causa real do conflito, a fim de restaurar a harmonia e o equilíbrio entre todos. Nesse sentido, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Frederico Westphalen, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e com o apoio do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, realiza cursos de capacitação de Justiça Restaurativa com a formação básica: Facilitador de círculos de construção de paz em aplicações de menor complexidade (Círculos de Diálogo).
 

Aplicação
Visto que o Cejusc em agosto deste ano já formou uma turma de 25 facilitadores em curso realizado no Fórum de Frederico Westphalen. Esta edição do curso contou com a participação de juízes, servidores do Poder Judiciário e professores da rede regular de ensino do município frederiquense, sendo pessoas que estão inseridas no ambiente escolar.
Assim, durante a semana passada, círculos de paz foram aplicados pelos facilitadores na Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Odila Lehnen de FW, entre as turmas de 7º e 8º ano, trabalhando a Justiça Restaurativa com base no diálogo. 
A diretora da Escola Odila, Odete Togni, é uma das facilitadoras que possui o curso do Cejusc. “Os círculos de paz parte do programa da Justiça Restaurativa que visa a implantação e a difusão das práticas que objetivam a transformação e o fortalecimento dos espaços escolares como um lugar de pacificação”, explicou Odete. “-Os facilitadores têm colocado em prática esses círculos na escola. Esses momentos de vivência que tem acontecido, com esse trabalho, sentimos o quanto os nossos queridos alunos conseguem se expressar, se socializar, ter empatia e se colocar no lugar do outro” destacou a diretora da Escola Odila. 

Outra facilitadora é Cleidinara Rigodanzo, que sente gratidão em atuar nessa função. “É incrível como os relatos de quem participa, tanto de adultos como de crianças, sempre são muito bons. É uma atividade que cabe para todas as idades”, relata. 
A secretária executiva do Cejusc, Dulcineia Szadkoski, relata sobre a atuação dos facilitadores na promoção dos círculos de paz. “Os facilitadores ajudam no diálogo, a construir a paz nas escolas. A justiça restaurativa trabalha principalmente essa parte da escuta, nesse âmbito das escolas, pode ser usada através dos círculos de paz para evitar conflitos ou solucionar aqueles que já existem”, comentou Dulcineia. 
Continuidade
Com ênfase nas escolas, os facilitadores têm aplicado os círculos de paz no ambiente em que os alunos convivem em FW, no entanto, Dulcineia Szadkoski relata que os círculos podem ser aplicados em qualquer ambiente, como trabalhos ou em assistências sociais, como na realização do mesmo.  Assim, círculo de construção da paz, com a nova equipe da Escola Básica da URI também aconteceu recentemente a partir dos facilitadores, com o objetivo de conhecer a equipe, criar vínculos e acolher as novas profissionais.  Dulcineia Szadkoski expos também que a Justiça Restaurativa já foi realizada em outras instituições como a Escola Cañellas, no Instituo Federal Farroupilha (IFFar), e nas primeiras semanas de dezembro as ações também devem ocorrer na Escola Estadual de Ensino Fundamental Afonso Pena. 
 

Fonte: Andre Santos

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